Palavra do Presidente – Vem para o meio

“De novo entrou Jesus na sinagoga e estava ali um homem que tinha ressequida uma das mãos. E estavam observando a Jesus para ver se o curaria em dia de sábado, a fim de o acusarem. E disse Jesus ao homem da mão ressequida: Vem para o meio” (Mc 3.1-3).
É impressionante como nada escapa ao olhar amoroso e penetrante de Jesus (Sl 139.1), mas neste caso o Mestre observou que havia um homem doente ou inválido no mesmo recinto com Ele. Sem se importar com a oposição ou perseguição dos religiosos, que diferente daquele homem, tinham corações “ressequidos” (Mc 3.5), Jesus decidiu curá-lo, mas antes o convidou para sair da multidão ou do anonimato, dizendo: “Vem para o meio!” (v. 3).
Quando li essa expressão, confesso que algumas verdades espirituais “saltaram” da Bíblia diante dos meus olhos. Senti profundamente que as palavras “vem para o meio”, ditas por Jesus, possuem basicamente os seguintes significados: 1. Deus quer se manifestar a quem humildemente se apresentar diante Dele; 2. Somente os murmuradores, maldizentes, incrédulos e rebeldes ficam de largo ou escolhem se esconder atrás da multidão (v. 6); 3. Quem se identifica com Deus deve mostrar a sua cara (Hb 13.13); 4. Quem desejar o milagre divino deve atender ao convite de “vir para o meio”.
Como disse antes, a expressão “vem para o meio” é dirigida para quem espera algo de Deus, para quem não tem medo de critica ou perseguição, para quem se cansou de esperar nas promessas humanas e abre o coração completamente para Deus (Lc 8.43-44). Marcos escreveu que Jesus “indignado e condoído com a dureza” dos fariseus disse ao homem aleijado: “Estende a mão. Estendeu-a, e a mão lhe foi restaurada” (Mc 3.5). Que visão maravilhosa foi aquela de ver a mão morfética, feia, atrofiada e esquelética ficar saudável, bonita, forte e normal como a outra.
Portanto, “vir para o meio” é o convite de Deus para mim e para você caro irmão líder, obreiro e pastor da Obra de Deus. É o convite para quem deseja ver o Senhor operar em sua vida e ministério, pois eu creio piamente que o “meio” é o lugar do amor, da solidariedade, da evangelização efetiva, da fé, do envolvimento real com aqueles que sofrem nesse mundo sem Deus e onde o Senhor deseja se manifestar poderosamente.
Amados irmãos e irmãs não sejamos pois como aqueles que não sentem mais compaixão pelos que sofrem (ex: os religiosos do tempo de Jesus), porque a atenção deles estava apenas nos preceitos e regras de homens (que faziam interpretação das Escrituras e davam a elas o mesmo peso da Palavra de Deus – veja: Mt 23), pois Jesus perguntou antes de curar o homem: “É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la?” (Mc 3.4). Que Deus nos encontre “no meio” junto Dele, pois é exatamente ali que Ele está e quer nos falar e usar.
O Senhor, em Cristo vos abençoe ricamente.
Pr. Luiz Bergamin