Palavra do Presidente sobre a Semana OBPC 2011
Agradecimentos, muitos agradecimentos tenho no meu coração.
Primeiro a Deus depois aos diretores, colaboradores e voluntários que juntos fizeram deste evento marca na história da nossa denominação!
Também minha gratidão aos delegados procedentes de toda parte do país, uns de perto e outros das mais distantes cidades que comigo acreditaram que Deus estava conosco para realizar tão ousado evento, participando da Semana O Brasil Para Cristo e também, por reconduzir-me a Presidência do Conselho Nacional.
Vivemos dias maravilhosos durante a Semana OBPC que foi preparada por Deus com a finalidade de abençoar a grande Família do Brasil Para Cristo!
Foi isto mesmo que aconteceu! Foi uma grande festa, onde todos nos confraternizamos e pudemos rever muitos amigos que como eu, tem orgulho de pertencer a esta denominação.
Muitos momentos inspirativos de louvor e santa adoração.
E das palestras, o que falar? Faltam-me palavras para descrever o derramamento do Espírito Santo e da unção que lá recebemos para permanecer conosco para toda vida. Todos saímos renovados, inspirados para prosseguirmos em nossa caminhada e alargar nossa tenda! Glória a Deus!
Pr. Ivan Nunes
Presidente Nacional
Continue lendoUnidade, uma utopia… ou uma NECESSIDADE!!!
A Bíblia nos diz, em Ef 4.13 “até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.” Todos temos que estar de acordo no que é essencial: A divindade e soberania do Senhor Jesus, a Bíblia como palavra de Deus, a Obra de Cristo na cruz, e outras doutrinas básicas da fé. No mais temos que deixar nas mãos de Deus os pontos em que discordamos uns dos outros e conservar reto o nosso coração. Nossa responsabilidade é fazer o máximo que pudermos para manter o espírito de unidade, o próprio Espírito de Jesus (Jo 17).
O que foi que Ele disse? Nisto conhecerão que todos sois meus discípulos, se tiverdes a mesma confissão doutrinária, ou se pensardes uniformemente? Não, Ele disse que todos veriam que pertencemos a Ele se tivermos amor uns pelos outros. Alguns de nós podemos ser diferentes em nossa maneira de pensar e até mesmo de compreensão nas escrituras, mas todos nós teremos que ter comunhão em Jesus pelo fato de seu sangue nos ter purificado de todo o pecado. Meus queridos se nossa posição nos separa de outros discípulos de Jesus, atrevo-me, com muito amor, a dizer que ela se tornou um ídolo para nós, e como tal precisa ser destruída.
Afinal minha posição por mais certa que ela venha estar é humana, e não me dá o direito de me afastar de meus irmãos, a menos que está aproximação venha me trazer prejuízo, como no caso de 1 Co 5.11. “Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer” Todos precisamos demais uns dos outros.
Se o corpo de Cristo quiser cumprir a grande comissão, temos de encontrar meios de colaborarmos uns com ou outros. Temos de nos comunicar e complementar o trabalho uns dos outros, evitando que haja dois grupos trabalhando cada um por si, assim conseguiremos evitar a sobreposição de esforços. A tarefa que temos a realizar é imensa, e precisamos estabelecer “planos de trabalho” que não provoquem colisões uns com os outros dentro do esquema divino. Deus está fazendo fluir o seu Espírito em muitas pessoas das quais nem imaginamos o quanto elas possam realizar em Cristo, que estão unidas simplesmente em torno Dele, que necessariamente não precisam estar debaixo da autoridade local em termos institucionais. Esse é o processo que Ele usa para mesclar-nos.
Quem quiser participar desta obra que o Senhor está realizando hoje, talvez tenha de abrir mão de seu direito de fazer as coisas à sua maneira, e renunciar ao erro de julgar os outros. É possível que tenha de sacrificar também seu direito de provar que até está certo. Durante a segunda grande guerra mundial, milhares de crentes foram presos e lançados em prisões ou enviados a campos de concentração. Um deles foi um alemão de nome Martin Nieomuller.
Por algum tempo, ele ficou preso em solitária, mas no dia de natal, os guardas o retiraram de sua cela e o levaram para outra onde estavam mais três crentes. Um pertencia ao exército de salvação, outro era pentecostal, e outro, metodista, Nieomuller pertencia a igreja evangélica livre alemã. Eles encontraram uma porta que fora queimada num bombardeio e abandonada num canto, e a puseram ao chão, à guisa de mesa. Depois, utilizando o pão preto que lhes era dado como alimento e um pouco de água, celebraram a ceia do Senhor. Mais tarde, Nieomuller comentaria: Quando nos ajoelhamos um ao lado do outro naquele frio assoalho de pedras, nossas diferenças teológicas se desvaneceram.
O Corpo de Cristo não é uma prisão, é a comunhão dos que encontraram a verdadeira liberdade em Jesus Cristo. Se vivenciarmos essa liberdade, veremos que Ele nos conclama a abandonar até os nossos projetos pessoais, a fim de realizarmos junto o maior dos projetos: Alcançar unidos, as almas onde elas estejam saciando suas carências sociais e a profunda sede por Deus.
Pastor Ivan Nunes
Continue lendoQual o verdadeiro Cristão que não sabe o fim de um perdido?

Algumas perguntas não param de soar em minha mente. Mesmo com o fato de ter nascido em um lar cristão e muito mais do que isto, por ter tido uma experiência pessoal com Jesus, o que é sem dúvidas uma das mais gloriosas dádivas de Deus, mesmo assim elas não param de soar bem alto dentro de mim. Quanto vale todas as riquezas do universo sem a companhia de Jesus? Imagina que valor teria se fosse possível a realização do sonho de um jovem enamorado que oferece a sua amada um mar de cristais, porém sem a companhia de Jesus? Para que, jardins com flores que jamais murcham sem Jesus?
Ainda mais, para que viver eternamente sem a companhia de Jesus? Nós sabemos muito bem, que nada disto que qualquer pessoa daria tudo para ter, tem algum valor sem a presença divinal de nosso Salvador. Mas ai é que me encontro mais incomodado ainda com tais perguntas que já as respondemos, se sabemos que as pessoas estão indo a passos largos para a perdição eterna, e que é impossível se chegar a Deus sem receber a Cristo, como podemos deitar nossa cabeça num travesseiro e dormir a sono solto? Certamente não temos ouvido o clamor que ecoa de todos os lados dizendo: “Passe à Macedônia e ajude-nos”. At 16.9. As pessoas não têm mais para onde recorrer, e quando chegam a última tábua institucional de salvação, chamada igreja, muitas vezes são esfoladas até sangrarem.
Pergunto-me: Como Deus esta vendo tudo isto? Certamente precisamos rever algumas posições em nosso comportamento missionário e ouvir estes gritos de desespero de mães que estão perdendo suas filhas e filhos para o crack, para a prostituição, para o crime e tudo o que este tempo do fim tem trazido a estas crianças, adolescentes e jovens, de esposas e esposos que perdem os seus cônjuges por qualquer proposta supostamente melhor, dos idosos que tem um aperto no peito pelos tempos passados, que não voltam mais. Sim, tudo isto é verdade, e por ser verdade é que apelo à fé e ao espírito generoso de nosso povo que tem ofertado e se oferecido para missões, como vimos no último final de semana do mês passado em Montevidéu, Uruguai.
Nossos missionários incansáveis, o casal Maicon e Graziely com o filho Samuel, a jovem Gerciana e o jovem Jefferson na busca de vidas para Cristo. Num pais que esta envolvido nas trevas do ocultismo, com o mais baixo nível de crentes em Jesus da América Latina, mais mesmo assim eles não desistem, mesmo tendo um número reduzido de pessoas que assistem os cultos num pequeno salão, e não poucas vezes pregam para si mesmos.
É grato ver que nem tudo está perdido, e que bem pertinho de nós, dentro de nossa instituição existem vidas com os seus ouvidos abertos para o: “Passe o Uruguai e ajude-nos”, “Passe a Argentina e ajude-nos”, “Passe Portugal e ajude-nos”… Amados, nada levaremos desta vida a não ser o quanto de amor e generosidade dedicamos de nós e de nossos recursos a causa do Senhor. Agradeço de toda a minha alma aos amados companheiros e igrejas que estão empenhados na fidelização da oferta missionária no terceiro domingo de cada mês, e esforço-me ainda mais em despertar esta visão que está dentro de cada crente, à conquistarmos as vidas por quem nosso Senhor sofreu a fim de comprá-los para Deus, tanto no Brasil como em várias partes do mundo como estamos fazendo.
Oremos pelos vários missionários, tanto culturais como trans-culturais, a fim de que não desfaleçam em seu propósito de evangelizar as pessoas onde elas estão, dando-lhes atenção, amor e vida através de Cristo Jesus. Você sabe o fim de um perdido, busquemo-los antes que se percam.
Pr Ivan Nunes
Continue lendo“Motivações Eternas”

Fui convidado no dia 22 de Fevereiro na ocasião do lançamento do livro sobre os Dalits a fim da Missão Desafio ser parceira na construção de uma escola lar para eles na Índia, e simultaneamente na preparação de uma nova arrancada do projeto Neemias, idealizado e iniciado pela Convenção do Estado de São Paulo, na pessoa do Pr. Luiz Fernandes Bergamin, que se dará no Simpósio de Missões deste ano, na liderança do Pr. Joel Stevanatto.
Pensando e orando a respeito destes projetos fui inspirado pelo Espírito Santo para este assunto, vendo o desprendimento dos seus idealizadores, cooperadores, os que divulgam e parceiros financeiros. Muitas pessoas e muitos líderes em todas as áreas de nosso tempo, tem feito grandes obras, e por conseqüência tem alcançado grande visibilidade nacional e internacional. Mas o que desejo ressaltar é com que motivação elas são realizadas, quando na bíblia esta escrito: (1 Co 10.31) “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.
Fazer qualquer obra sem o propósito correto é desperdício de trabalho, pois se recebemos o reconhecimento e os aplausos terrenos, desperdiçamos a oportunidade de receber a aprovação de Deus nesta vida e depois na eternidade. Temos um tremendo personagem bíblico chamado Moisés, que recebeu a aprovação terrena, mas perdeu a divina. Este líder por excelência deixou-se levar pelo velho temperamento revelado lá no Egito, e preconiza na ocasião, um milagre espantoso, porém recebeu a glória para si e esqueceu-se de oferecê-la a Deus. Sua reputação estava em jogo, pois o povo murmurava por falta de água contra seus líderes. Ele ora para saber o que fazer e recebe a pronta resposta: (Nm 20. 7,8) E o SENHOR disse a Moisés: “Pegue a vara, e com o seu irmão Arão reúna a comunidade e diante desta fale àquela rocha, e dela verterá água…”. Olha só, que magnífica oportunidade de fazer uma obra dentro dos propósitos eterno, mas o que acontece?
(9-11) Então Moisés pegou a vara que estava diante do SENHOR, como este lhe havia ordenado. Moisés e Arão reuniram a assembléia em frente da rocha, e Moisés disse: “Escutem, rebeldes, será que teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?” Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou água, e a comunidade e os rebanhos beberam.
1) Ele obedece e pega a vara de diante do Senhor.
2) Repreende o povo com veemência fazendo uma pergunta um tanto arrogante: Escutem, rebeldes, será que teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?”
Ele não fala que Deus operaria o milagre, mas sim eles.
3) O erro fatal: Bate na rocha com a qual deveria falar, para que Deus fosse glorificado e profeticamente ele estava falando sobre a rocha eterna que seria Jesus o redentor e não simplesmente a operação de mais um milagre onde demonstrava a força do líder.
Milagres para Deus não são novidades, assim como boas e grandes obras, pois Ele é o eterno que tudo pode. Por este procedimento Moisés perde a bênção de conduzir o povo a terra de Canaã. Então como é que as coisas funcionam? Nenhuma obra humana é traduzida em linguagem convincente a Deus a não ser o que é feito motivado pelo amor. Em 1 Co 13.1-3, entendemos que nada feito através dos dons como, linguagem dos homens e dos anjos, profecias, conhecimento de todos os mistérios e de toda a ciência e ter tamanha fé que chegue a transportar montanhas, a distribuição por alguém de todos os seus bens, assim como sua auto-flagelação, ainda que tudo isto seja feito e manifesto por alguém sem ser motivado pelo amor, não terá valor algum para Deus.
Moisés estava com motivação errada, sua preocupação não era a glorificação a Deus mas sim sua reputação de líder. Aqueles que fazem motivados pelo amor, não acham que o trabalho é pesado ainda que sofram, suportando sem deixar o amor perecer, sabendo que de tudo o que o homem faz debaixo do sol é como
correr atrás do vento é vaidade (oco), mas o resultado final para aqueles que são motivados pelo amor é fazer para a glória de Deus, porque no final de toda a obra o que sobra é isto: “fé, a esperança e o amor, O maior deles, porém, é o amor.
Naquela ocasião eu me reportei, que vantagem tem em fazer algo pelas crianças indianas ou pelas crianças abandonadas aqui no Brasil? Só sendo motivado pelo amor, pois este tipo de ação não dá ibope, mas sim muito trabalho e não poucas aflições, Deus abençoe aos nossos amados que se empenham em tão digna empreitada. Não devemos trabalhar somente para que os homens nos vejam, ou para sermos aplaudidos nesta vida, mas para ser aprovado pelo Senhor, e certamente Ele que tudo vê não nos deixará sem sua benção eterna e seu extremado cuidado, porque? “Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11.30).
Faça, contribua sem parcimônia e certamente recolherás muito mais logo ali na frente, pois fazê-lo para o Senhor não é pesado.Pastor Ivan Nunes
Presidente
“Portanto, vão e façam discípulos.”
Pastor Ivan Nunes
Este texto de Mt 28.18, tem movido o coração de muitos jovens irmãos que tem doado suas vidas ao Senhor Jesus, trabalhando a serviço de sua igreja neste tempo onde as pessoas não abrem mão dos seus interesses a fim de levar Jesus aos não convertidos.
Porém, enquanto escrevo este comentário aqui de Teresina, Piauí, minha vida se enche de prazer e felicidade por tudo o que Deus tem dado a nossa denominação neste tempo. Pasmem; um grupo de 41 pessoas, entre elas dois pastores e esposa doaram suas férias ao Senhor, a fim de levarem o evangelho de casa em casa na cidade de Teresina, num calor de 40 graus. Pessoas vindas de vários estados do Brasil, e mais, pagando suas despesas, passagens, hospedagem e alimentação.
Será que isto não é lindo demais para ser imitado por muitos de nós que, mesmo sem podermos fazer tanto somos sem dúvidas capazes de repartir um pouco de nosso tempo e recursos para alcançar um perdido.
Fiquei impactado com o relatório que recebi da equipe de trabalho e coordenação com um total de 363 casas visitadas, 663 pessoas que ouviram falar de Jesus em suas casas e um resultado de 119 converções e 23 reconciliações, com mais 96 pessoas que solicitaram outra visita em suas casas após o término do projeto Férias missionárias.
Queridos, ou nos acordamos e com muita pressa vamos saciar a cede deste povo que está cansado de ser enganado por falsos pregadores, lobos devoradores, verdadeiros mercenários, porém que quer Deus e está carente de amor e cuidado, ou chegaremos tarde demais, e o mundo muçulmano e a idolatria os tragarão e irremediavelmente os perderemos, então, qual a explicação á dar Aquele que nos contratou a fazer esta obra? ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’. Mt 25. 24-25. Devolveríamos ao Senhor o galardão da vida sem nenhum resultado positivo, depois de 40, 60 ou até 90 anos de vida? Isto seria trágico diante dos céus e para nós, pois recebemos o maior dom da parte de Deus, a vida, a saúde e a capacidade de trabalharmos e podermos nos manter, recebendo até para reservarmos dinheiro para o futuro. Mas que futuro, se nada fizemos em relação ao ide de Jesus?
É bom que reflitamos em tempo de investirmos como estes 41 irmãos que se doaram pessoalmente e financeiramente gastando um total de R$10.620,00 (Dez mil seiscentos e vinte reais), a fim de ver uma lágrima de esperança rolar em rostos desalentados, quebrados pela dor e pelo desespero, mas gratos porque alguém de muito longe, como arquiteta, pedagogas, estudantes de 3º grau, missionários (as) e outros se lembram deles e os fizeram ver que ainda existe a esperança, em Jesus e sua palavra, a despeito de estarem sendo maltratados pelos rigores do pecado.
Amados, que sejamos tocados a não enterrarmos o nosso talento de ir, de mandar, de investir no campo missionário, pois o Ide de nosso Senhor Jesus mais do que nunca deve ser evidenciado na vida de cada um de nós, pois sua volta esta as portas, quando não teremos mais tempo de fazer absolutamente nada. Como estão se sentindo tantos com quem Deus falou para investirem no território Haitiano? Porque, para muitas vidas que lá esperavam, é tarde demais, já se foram, não mais existem e a oportunidade dos crentes levarem Jesus a elas ficou para traz.
Oro, para que Deus pelo seu espírito nos constranja a fazermos muito mais do que está sendo feito, pois para nós que estamos aqui vendo as necessidades missionárias, com falta de recursos humanos e financeiros, dói sentirmo-nos com as mãos amarradas e voltarmos com o coração apertado, por ter feito tão pouco ante tanta oportunidade de termos feito muito mais.
No entanto sou grato a Deus pelos que estão empenhados, gastando e se deixado gastar pelas almas e esperançoso por aqueles que se engajarão neste desafio de fazer brilhar os olhos de muitos que nunca brilharam diante do trono divinal de nosso Salvador Jesus Cristo, sentindo a paz e a felicidade que só Cristo pode dar. Que Deus por sua misericórdia nos ajude a não sermos como estes dois personagens da parábola de Jesus. O salteador com um coração que diz: Tudo o que é teu é meu. O coração do sacerdote diz: Tudo o que é meu é meu, mas o coração do bom samaritano diz: Tudo o que é meu é teu.
Continue lendoObediência
Nesta primeira edição da Coluna do Presidente em 2010, eu gostaria de fazer minhas as palavras do Pr. Rogério Nascimento, que escreveu as ministrações para os doze dias de clamor por doze meses de bençãos, com o tema OBEDIÊNCIA.
Ele usou em uma delas os versos 1-23 de 1 Sm. Saul de escolhido de Deus passou a ser rejeitado, não porque Deus mudara, mas porque Saul afastou-se pouco a pouco da vontade de Deus. (V.11) Quando uma pessoa é chamada para a obra de Deus, ela precisa se adequar à vontade de quem o chamou. O comportamento de Saul nos mostra como é fácil para nós começarmos muito bem e terminarmos muito mal. A obstinada desobediência foi a causa da queda do Querubim Ungido e continuou sendo a causa da ruína de muitos profetas, reis, sacerdotes e outros personagens descritos na Bíblia e na história de um número expressivo de pregadores do evangelho, que teimaram e teimam em não observar as lições aprendidas na palavra de Deus.
O fato de alguém ser chamado não lhe dá o direito à autonomia. O conceito de liderança no mundo contemporâneo não é o mesmo do ensinado na palavra de Deus. O líder no sistema mundano precisa ser, competitivo, agressivo, trazendo o resultado estrategicamente pré-estabelecido à sua corporação. Ele precisa ser pragmático, dando prioridade aos interesses previstos e não humanos. O conceito de liderança para Jesus é que o líder deve ser escolhido para servir aos outros.
O líder é empregado do Senhor Jesus, prestando serviço à sua igreja. O que vemos hoje, no entanto, é uma absoluta inversão disso, pois quando observamos um homem que se intitula ministro, isto quer dizer que ele é proeminente, que ele está ali para ser servido. Que ele é quem manda. Que precisa ser obedecido a qualquer custo. Que sua autoridade é infalível. Que ele é absoluto, não obedece e não precisa ouvir a mais ninguém. Que ele pode fazer e dizer o que quiser. Desta forma, a manipulação do povo torna-se fácil, pois as pessoas são manipuláveis.
Se somos membros de uma igreja, então temos chamado e este chamado é para servir ao Senhor e não prestarmos culto e obediência burra a líderes que desejam que o povo os sirvam, como os súditos serviam aos monarcas do mundo antigo. No verso 1º entendemos que: “Quando o Senhor dá autoridade a uma pessoa, esta autoridade deve ser usada por Ele.” Um dom, um ministério, um encargo, ou um chamado devem ser para a glória de Deus.
Qualquer promoção pessoal do dom é manipulação para a pessoa. Qualquer uso para promover glória pessoal é fora dos propósitos do dom recebido de Deus. O dom na igreja é um serviço ao Senhor, qualquer cargo é uma comissão divina e ninguém tem o direito de usar este cargo para buscar sua vontade própria.
Quantos usam seu ministério para promoção pessoal, satisfazendo sua ambição de destaque e criando um reinado para si. Quantas igrejas são divididas e dizimadas, porque alguém achou que podia ou deveria ter seu próprio “pedaço”? Nos VS. 2,3 encontraremos: “Se o Senhor escolhe alguém, esta pessoa precisa mais do que nunca mostrar obediência.” O Senhor diz a Saul: “Eu decidi…” depois diz: “…agora vai, pois…” Esta é a tarefa de uma pessoa chamada- executar a palavra de outro. Se for do Senhor é do Senhor. Se for do pastor, movido pela palavra de Deus, então, é do pastor.
O chamado para a obra seja obreiro, diácono ou diaconisa, presbítero, missionário e até mesmo um pastor está executando a ordem de alguém. A palavra superior é do Senhor, porém, sempre há alguém que deve obedecer. Quantas palavras temos no novo testamento sobre obedecer? “se submeterem uns aos outros…, obedeçam uns aos outros…, advirtam uns aos outros…, cooperem uns com os outros…, honrem uns aos outros…” O que devemos entender de uma vez por todas, é que não existem pessoas, ou não pode haver pessoas autônomas na igreja que estejam livres de obedecer.
No verso 13 encontraremos o seguinte: Se o Senhor escolhe alguém esta pessoa precisa ser íntegra. Saul, quando vê a Samuel se orgulha de sua obediência. Porém, era uma máscara para esconder sua falsidade e desobediência. As palavras de saudação de Saul são lisonjeiras, são convenientes, mas enganosas. A integridade de caráter de uma pessoa revela sua real estatura espiritual. Saul se revelou um guerreiro de primeira grandeza, pois foi para a guerra e venceu os inimigos.
Saul, também se revelou um grande líder, pois convenceu o povo sobre o seu plano de poupar o rei inimigo e ainda guardar os melhores animais, mas não revelou integridade em seu caráter. Um grande potencial, um carisma arrebatador não pode substituir um caráter íntegro exigido por Deus da pessoa que serve ao Senhor Jesus. Saul foi polido e diplomático, mas falso. A saudação dele nos lembra muitas outras que nossa memória traz, mas que somente na hora da prova é que a verdadeira face aparece atrás de muitas máscaras.
Nos VS. 22,23, encontraremos: Se o Senhor escolhe alguém Ele espera sujeição a sua vontade. A humildade e a obediência à vontade de Deus é a ação mais agradável e aceitável por ele a nosso respeito, do que todos os cultos e festas que venhamos prestar. A conformidade com sua palavra e a submissão a Deus e aos líderes que Ele constitui sobre nós são leis para nossa vida. Era muito mais fácil para Saul trazer um cordeiro e queimá-lo em sacrifício do que dispor seu próprio coração a sujeitar-se as ordens de Deus.
Até hoje é assim, é muito mais fácil ir ao culto, cantar, levantar as mãos, dobrar os joelhos em oração, ofertar e dizimar do que se dispor a obediência. A verdade é que, quem não está disposto a ser governado, liderado, mentoriado, ou sujeito a alguém, não está apto nem digno de governar, liderar, mentoriar ou estar a frente de ninguém.
Reflitamos, pois este é o ano em que profetizamos obediência para a vida de nossa denominação. “Sacrifício e oferta não quiseste, mas as minhas orelhas furaste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.” Sl 40.6.
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