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	<title>Conselho Nacional O Brasil para Cristo &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Tempo de viver as promessas de Deus</description>
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		<title>Nívea Soares</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 15:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselho Nacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista com NIVEA SOARES 
Por Oziel Alves
Novo Hamburgo-RS
[ OBPC ] &#8211; Quem é Nívea Soares longe das plataformas e dos púlpitos?
[Nívea Soares] &#8211; Eu sou dona de casa, esposa, cuido de cachorro e gato em casa, enfim. Gosto de estar com gente, gosto de estar com amigos, sou uma pessoa que tem buscado o lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;">Entrevista com NIVEA SOARES </span></p>
<p><span style="color: #888888;">Por Oziel Alves<br />
Novo Hamburgo-RS<img class="alignright size-full wp-image-118" title="nivea" src="http://conselhonacional.org.br/wp-content/uploads/2009/05/nivea.jpg" alt="nivea" width="118" height="135" /></span></p>
<p><span style="color: #888888;">[ OBPC ] &#8211; Quem é Nívea Soares longe das plataformas e dos púlpitos?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] &#8211; Eu sou dona de casa, esposa, cuido de cachorro e gato em casa, enfim. Gosto de estar com gente, gosto de estar com amigos, sou uma pessoa que tem buscado o lugar de Deus para mim, aquele centro da vontade de Deus para minha vida. Tenho essa preocupação. Quero fazer só o que Deus me manda fazer.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Quais são as suas influências musicais e o que há destas influências em suas músicas?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] &#8211; Eu lembro que na adolescência eu ouvia muito Petra, Stryper, os grupos evangélicos que rolavam na época. Sempre ouvi muito black music, também. Eu creio que hoje a gente tem um pouco de influência de cada coisa. Muita influência do rock, daquilo que eu ouvia, daquilo que eu ainda ouço. Hoje, eu gosto muito do Delírious e Hillsong e eu acho que todo mundo ouve um pouquinho não é? Então, tem uma certa influência desse pessoal. Música brasileira&#8230; também tem algumas pessoas que eu costumava ouvir, me espelhar. Tem os nossos professores que começaram ai&#8230; Os pioneiros da música cristã. É muita gente boa&#8230; Vencedores por Cristo, a galera da Miladi, João Alexandre. Uma turma que nos inspirou muito e que eu ouvia muito na época, Banda Azul, Rebanhão, a turma que começou&#8230; Então, assim, eu creio que tem uma continuidade, uma certa continuidade, uma certa influência&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; A caminho do meio milhão de cópias vendidas, aproximadamente 300 mil cópias de Reina Sobre Mim e 200 mil cópias de Enche-me de Ti é inevitável classificá-la como um sucesso. Diante de toda esta ascensão e reconhecimento, eu pergunto: Qual tem sido o seu maior desafio?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] &#8211; O meu maior desafio, hoje é estar na presença do Senhor. É estar no centro da vontade dEle. Eu creio que a projeção é uma coisa que passa e Deus não se impressiona com a glória que vem dos homens. O próprio Jesus falou sobre isso quando quiseram fazer dEle um rei. &#8220;Olha o meu reino não é deste mundo, vocês não estão entendendo nada.&#8221; Depois da multiplicação dos pães, quando o povo quis fazer de Jesus rei, Ele simplesmente saiu e foi ficar sozinho. Eu creio que essas coisas não impressionam Deus. A quantidade de cds que a gente vende, quantas pessoas vão aos eventos&#8230;isso não impressiona a Deus. É possível, muito bem, você fazer tudo isso e ainda assim não estar no centro da vontade de Deus. Então, a minha maior preocupação dentro disso tudo, meu maior desafio é fazer só o que o Senhor me mandar fazer.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Você tem sido exemplo para centenas de milhares de ministros de louvor e pessoas envolvidas com este ministério Brasil à fora. Diante desta &#8220;posição espelho&#8221; eu gostaria que você desse um recado direcionado a este público, em específico, tratando da seguinte questão: Como lidar com a admiração excessiva das massas (a tietagem) quando no fundo o ser humano carece desta necessidade de reconhecimento que causa prazer e massageia o ego. Como nosso foco é outro, o que fazer quando o sucesso bate a porta?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – O meu recado seria o seguinte: Para aqueles que estão envolvidos, de certa forma, com plataformas, com ministério&#8230; A plataforma não é o lugar de se resolver como pessoa. A gente tem que se resolver com Deus e eu creio que antes de estar na plataforma a gente precisa saber qual é a nossa identidade em Deus. Quando eu sei da minha identidade de filho de Deus, de amado do pai, eu não vou atribuir isso a outra pessoa. Deus é aquele que pode satisfazer nossas carências, Ele é aquele que supre as nossas necessidades. Ele é o suficiente para nós e a gente tem que transferir isso para Deus, senão a gente vai colocar esse peso sobre as pessoas e vai começar a absorver coisas que a gente não pode absorver. Então, eu creio que plataforma não é lugar para querer se satisfazer, para querer se afirmar, a gente tem que ter a nossa identidade formada em Deus.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Seu trabalho de certa forma ainda é vinculado ao Ministério Diante do Trono. No entanto, há comentários de que algumas gravadoras já estão a espreita de um possível contrato com você. Embora exista um desconhecimento da sua parte em relação a estes comentários, eu pergunto: Caso você venha a receber um convite por parte de alguma gravadora como MK, Line Records, Graça Music, enfim&#8230; você aceitaria se desvincular de suas raízes com o DT?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – Eu creio que as nossas raízes com o Diante do Trono vão muito além da questão da distribuição. É algo, como se fosse de família. É cobertura. Eles são assim. É o lugar onde a gente começou e eles são voz profética sobre a nossa vida. Hoje a Ana, o pastor Gustavo, o pastor Márcio são nossos pastores queridos. Eles tem uma voz na nossa vida. Não é simplesmente algo profissional, não é nada disso, mas é muito além e eu creio que essas raízes elas nunca vão ser cortadas. Nós não temos direção de Deus de ir para nenhuma gravadora. Nós não temos essa intenção. Estamos na mão do Senhor para aquilo que ele quiser fazer em nós e através de nós, mas eu creio que não é a direção de Deus para nós que a gente vá para nenhuma gravadora.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; A maioria dos ministros de louvor não gosta do jargão &#8220;artista&#8221; para denominar a sua posição profissional. Agora, a partir do momento que o indivíduo assina contrato com uma gravadora, inevitavelmente ele/a se torna um(a) artista porque gravadoras não levam em consideração a vida espiritual de seus &#8220;contratados&#8221;. A vendagem, supostamente é prioridade. O &#8220;show&#8221; é mais importante que a ministração. Contratos são soberanos a uma vida de santidade. Nestas circunstâncias, Nívea, como fica a vida daquele que quer ser um verdadeiro adorador? </span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – É&#8230; eu creio que o ministério não é uma agenda. O ministério não é cd&#8230;essas coisas não são sinônimos né? O ministério é conseqüência de uma vida, um estilo de vida para Deus, um estilo de vida de adoração, de uma pessoa rendida consciente da presença de Deus e eu não penso que o ministério seja ligado a um cd&#8230; O meu ministério começou a partir do momento que eu gravei?&#8230;não!!! eu não creio nisso! Um cd ou uma agenda, tudo isso é conseqüência daquilo que Deus vai fazendo na sua vida e a verdade é que as pessoas se tornaram produtos. Infelizmente, a gente vê isso acontecendo. Tem sido muito comum pessoas que cantam, pessoas que tocam se tornando produtos de vendagem e eu não creio que as pessoas sejam produtos. Não é assim que se faz. Então, claro que o contrato, aquilo que as pessoas fazem, ele vai ditar as ordens. Eu não creio que seja possível servir ao Senhor e servir a um contrato ao mesmo tempo. É necessário saber quem somos em Deus para que a gente não se deixe levar por absolutamente nada. Eu creio com relação a esta questão de idolatria que é necessário haver ensino no meio da igreja cristã. A própria palavra de Deus fala lá no velho testamento que o povo peca por falta de entendimento. Falta entender a palavra de Deus, falta conhecer aquilo que a bíblia fala a respeito das coisas. Nós não podemos colocar os nossos olhos em homens, nós precisamos estar focados no Senhor Jesus porque Ele sim é o Senhor, Ele sim é digno da nossa adoração, de tudo que nós somos, de todo nosso melhor.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Em uma de suas entrevistas ao Portal SuperGospel, confrontada com a tietagem do povo cristão, você diz: Às vezes nós, igreja evangélica, nos tornamos incoerentes quando apontamos o dedo para igrejas e pessoas que têm e adoram ídolos feitos por mãos, enquanto nós mesmos somos idólatras com relação a pessoas, pastores, líderes, cantores, músicos e outras pessoas em evidência. Esta parece ser uma realidade em todo o Brasil. De uma maneira geral você acha que a igreja evangélica brasileira é idólatra? O que fazer para mudar este paradigma? </span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – A igreja evangélica brasileira, entre outras coisas, tem se tornado idólatra e isso é algo que nós precisamos cuidar, porque desagrada muito o coração de Deus. Eu tenho aprendido através da palavra de Deus que existem duas coisas que Deus odeia. Claro que Deus odeia o pecado num todo, mas Deus sempre odiou e sempre abominou a idolatria e a injustiça social. Eu creio que estas coisas estão muito ligadas. Quando o povo de Deus não assume o seu lugar na sociedade, não cuida dos pobres, das viúvas, dos estrangeiros, dos órfãos, ela esta privando a sociedade de ver os seus frutos em Deus, de ver que existe um Deus que é um Deus de justiça, de paz, de verdade, de alegria, um Deus que age, um Deus que é vivo. Como o próprio Jesus disse: &#8220;Assim brilha vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso pai que esta nos céus&#8221;. As pessoas vão glorificar a Deus quando eles virem em nós as suas obras de justiça, as obras feitas pelo Espírito Santo, não simplesmente pela nossa cabeça, mas obras feitas pelo Espírito. Eu creio que é tempo da igreja se levantar na força do Senhor e praticar as obras que vem do Espírito Santo de Deus. Com relação a idolatria, a gente está muito acostumado a olhar para as plataformas e ter nelas o nosso único espelho. O nosso único alimento vem das plataformas, isso não deve ser assim. A unção de Deus esta disponível para todos, a presença do Senhor é disponível para todos. Hoje, nós somos o templo do Espírito Santo. O véu que nos separava da presença de Deus foi rasgado de uma vez por todas. Não existe mais separação entre nós e Deus, e eu creio que é tempo da igreja se posicionar nesse sentido. Cada um que é membro&#8230;você que é membro de igreja, você tem um potencial em Deus muito grande. Se você buscar a face do Senhor, se você orar, jejuar, ler a palavra de Deus, Ele tem coisas tremendas para te revelar. Eu creio que é tempo da gente tirar os nossos olhos das plataformas porque as pessoas que estão nas plataformas são gente como a gente, que erra, que tem problemas, que tem conflitos, que passam por épocas difíceis em suas vidas e é tempo da gente olhar para o Senhor Jesus. O apóstolo Paulo falou&#8230;&#8221;Sede meus imitadores como eu sou de Jesus&#8230;&#8221; Nós temos tentado imitar o Senhor Jesus naquilo que a gente faz e por muitas vezes não conseguimos por causa da nossa humanidade e por causa de coisas que nós precisamos ainda abrir mão e morrer para nós mesmos. Eu creio que é tempo da gente tirar os nossos olhos dos homens propriamente e começar a depender do Senhor Jesus porque ele é o Senhor, Ele é o Senhor da igreja, Ele é a Rocha Inabalável, Ele é aquele que nunca vai ser deposto do seu trono, Ele é aquele que nunca vai errar comigo, que nunca vai me deixar, que nunca vai falhar e é nEle que eu preciso confiar, é nEle que a nação brasileira, que a igreja brasileira precisa estar plantada, alicerçada.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – Com relação a família: O que muda na sua vida profissional quando tiver um filho? Você daria uma pausa no teu ministério?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – Eu acho que ia mudar tudo né? Ia mudar tudo com certeza. Por isso a gente esta esperando o tempo de Deus. Estamos em um momento em que a gente ta viajando bastante e enquanto a gente tem força a gente quer ir, quer fazer a obra, quer estar com a igreja, estar com as pessoas e estar abençoando né?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – Uma pergunta e na realidade uma curiosidade ao mesmo tempo. Esse logo que vocês utilizam agora tem algum significado ou foi feito justamente pra simbolizar o ministério Nívea Soares. Ele é bem elaborado e tal jovem e clássico ao mesmo tempo&#8230; </span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – (Risos) Aham, ele foi feito pelo Marcos ficou bem legal e acho que uma marca mesmo que a gente fala muito é a cruz né? É por causa da cruz que a gente está aqui, hoje. Então achei que ficou bem legal, bem jovem, ao mesmo tempo clássico. Ficou jóia assim bahhhhh&#8230; o Marcos caprichou.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – Bom, pra terminar então&#8230; Gostaria que você deixasse uma palavra para os nossos leitores?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – Eu acho que o mais importante é não deixar morrer a fome e a sede. É um risco que todo mundo corre de se acostumar, se acostumar com a unção se acostumar com o ambiente da igreja, se acostumar com os ministros, se acostumar com, enfim&#8230; se acostumar né&#8230; E, o que é se acostumar? É tornar algo comum. A presença de Deus é algo valioso, mas quando ela se torna algo que aos nossos olhos é comum sabe&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">&#8230;É um risco muito grande que a gente corre. Não é algo comum. A gente tem que ter essa fome, essa sede, pra gente não se acomodar. Acomodação é um perigo muito grande. A gente se esquece com muita facilidade de que a gente precisa do Senhor. A gente se envolve com o mundo, com muita facilidade porque é muito gostoso né? É muito confortável estar aqui, sentado nesse sofazinho, é&#8230; dormindo na minha caminha, sentado no culto de domingo ouvindo meu pastor falar&#8230; é muito bom, é muito confortável. A pessoa no seu emprego ganhando seu dinheirinho e tal&#8230; vivendo legal, comprando seus carros e comprando seus bens e adquirindo coisas&#8230; O mundo é bom, é gostoso e a nossa carne quer cada vez mais se envolver com o mundo, com as suas paixões, com aquilo que o mundo acha que oferta, com o que o mundo acha que é bom&#8230; Mas o que a palavra de Deus nos diz é isso: “Não vos conformeis com este século”. Não se conforme com esse século, se renove pela transformação do espírito. Não se conforme com o pecado, não é comum, não é normal isso. A presença de Deus tem que ser prezada. Ela tem que ser tratada com carinho. O apóstolo Paulo falou isso né &#8230;Então, que Ele ache liberdade de passear, de estar no nosso meio, pra que Ele encontre um lugar confortável&#8230;</span></p>
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		<title>Cristianismo Criativo</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 14:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Conselho Nacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda3]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista &#8211; Steve Turner
Por Oziel Alves
Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;">Entrevista &#8211; Steve Turner</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Por Oziel Alves<img class="alignright size-thumbnail wp-image-114" title="1939305_4" src="http://conselhonacional.org.br/wp-content/uploads/2009/05/1939305_4-150x150.jpg" alt="1939305_4" width="150" height="150" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do cinema, da TV e pare.</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Pense e imagine tudo isso sendo elaborado por cristãos. Que impacto teria na sociedade? A igreja ignoraria Shakespeare por escrever Romeu e Julieta, Hamlet ou Macbeth? Ou se orgulharia do dramaturgo da mesma forma que enche a boca para dizer ao mundo que C.S.Lewis, o escritor de Crônicas de Nárnia, era cristão? </strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">Steve Turner é autor do livro Cristianismo Criativo? (Editora W4) e defende a idéia de que o artista não precisa sacralizar sua arte para ser aceito pela comunidade cristã quando se converte ao Evangelho. Para ele, a arte cristã deve ser estendida e propagada para além dos templos. E, ao lançar este desafio aos artistas – o de continuarem produzindo arte secular, leva em consideração apenas a importância do testemunho e da ética cristã. Ele quer ver os cristãos revolucionando a arte contemporânea, embora não espere que esta mesma arte, por si só, converta pessoas, mas espera que ela seja boa o suficiente para despertar no apreciador da obra de arte o interesse pela vida e pelo testemunho de seu autor. “Esta é uma das chances de ser luz nas trevas. Se não estamos presentes nas artes, negamos às pessoas a oportunidade de se depararem com a nossa perspectiva”, diz ele.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Esse escritor inglês, residente em Londres e membro da igreja All Souls, em Langham Place, é também jornalista, poeta, crítico musical e consultor de empresas na América e na Europa. É colaborador das revistas Rolling Stone, Q, Christianity Today, e dos jornais The Mail on Sunday e The Times. Dentre seus vários livros estão Hungry for Heaven, Conversation with Eric Clapton, U2: Hattle and Hum, Van Morrison: Too Late to Stop Now e The Gospel According to the Beatles, entre outros. Também escreveu alguns livros infantis, sendo o primeiro deles The Day I Feel Down the Toiled, que já vendeu 120 mil cópias. Conversamos com Turner e, de suas idéias um tanto incomuns, e elaboramos a entrevista que segue abaixo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Em seu livro Cristianismo Criativo?, você critica a música gospel pela delimitação e pela falta de criatividade nos assuntos tratados. De certa forma, você sugere que a música também caminhe para uma visão de mundo cristã, isto é, com letras que protestem contra o aborto, peçam o cancelamento da dívida dos países do Terceiro Mundo, dignifiquem o trabalho de um limpador de rua, etc. Além dessas idéias, que caminhos um músico cristão deve seguir para desenvolver a criatividade com sabedoria?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – O primeiro artista citado na Bíblia é Bezalel, filho de Uri (Ex 35.31). Ele diz que o espírito de Deus o presenteou com habilidade, sabedoria e conhecimento. Da mesma forma, nós precisamos de todas essas coisas. A habilidade é básica e esta você precisa desenvolver. O conhecimento você adquire através do estudo. E quando falo de conhecimento, também me refiro a um nível mais profundo de discernimento. A sabedoria, diz a Bíblia, começa com respeito e temor a Deus. Então, como artista, é necessário ter todas essas características, pois o ofício em si não é suficiente.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Como um músico cristão pode ser relevante na igreja e na sociedade? O que você acha de o músico cristão tocar fora da igreja?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Se um músico fosse se converter, sua primeira reação provavelmente seria dizer: “Agora eu quero utilizar a bênção que recebi para o serviço de Deus”. Ótimo, mas no entendimento instantâneo das pessoas, ele provavelmente começará a cantar músicas evangélicas, especialmente em igrejas. Agora, se um encanador se torna cristão, nós não temos a tendência de pensar que ele só fará reparos no encanamento de igrejas. Então, eu quero encorajar os artistas que se convertem que considerem o fato de permanecerem onde estão, mas com uma atitude renovada em relação ao seu trabalho. Se todos os artistas que se tornarem cristãos se envolverem somente com o evangelismo, de modo geral, eles estarão negando sua cultura e os benefícios de sua habilidade e sua capacidade criativa.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Você diz que cresceu “dentro de um evangelicalismo que não preparava as pessoas para um papel dinâmico na cultura secular”. Como você considera a formação do cristão contemporâneo em relação a esta preparação?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – A coisa boa a respeito da maneira como fui criado é que nos foi passado um grande conhecimento das Sagradas Escrituras e isso realmente nos marcou, pois percebemos que nossa relação com Deus era a coisa mais importante. Havia uma série de condenações, como o cinema, por exemplo, entre outras coisas. No entanto, sou até capaz de aceitar que aquilo era uma tentativa, embora discutível, de aplicar os valores bíblicos à cultura. Hoje em dia, o problema em ser mais liberal com relação a essas proibições é que isso pode tornar as pessoas meras consumidoras da cultura secular. Não há uma tentativa de filtrar a cultura através de um entendimento bíblico. Aliás, o conhecimento bíblico de hoje é muito superficial. Uma vez alguém me disse: “O cristianismo norte-americano tem 5 quilômetros de extensão e meio centímetro de profundidade”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Você se opõe à idéia de separação entre a vida secular e a vida espiritual. Quais são os seus argumentos?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Era a filosofia grega, especialmente Platão, que separava o sagrado do secular. Ele achava que o corpo humano e suas necessidades nos impediam de obter uma maior aproximação de Deus. Os cristãos adotaram essa postura e agem como se a coisa mais importante da vida fosse orar, ler a Bíblia e louvar. Agem como se comer, amar, brincar e trabalhar fossem nada mais que intrusos em nossa vida. A visão da Bíblia é que Deus nos criou para amar e orar, para comer e louvar, para brincar e evangelizar. Ele nos vê como pessoas completas e gosta de nos ver integrados nessas atividades. O resultado desse pensamento culposo é que os cristãos têm uma ideologia de oração e gerenciamento de igrejas, mas não de trabalho e lazer. <strong><span style="text-decoration: underline;">OBPC</span></strong> – Inegavelmente, a arte pode ser vista como manifestação de rebeldia e descontentamento em relação às regras ou a um sistema por completo. Através dela é possível brincar com o perigo sem risco direto. As palavras podem não representar o óbvio e, assim, “muito belo” pode significar “muito feio”, enfim. A arte concede ao artista a oportunidade de expressar sentimentos e pensamentos, sem medo de represálias.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC &#8211; Em relação ao estigma de que &#8220;todo artista é rebelde”, qual é a sua contraposição?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Penso que os artistas são mais idealistas do que propriamente rebeldes. Eles costumam idealizar uma sociedade perfeita porque têm imaginação para isso. E, também, pelo fato de que normalmente trabalham sozinhos, não tendo, assim, a mesma mentalidade das pessoas que trabalham em uma empresa. Eles não têm que obedecer às mesmas regras e códigos de conduta. Alguns artistas desenvolvem uma espécie de “rebeldia aceitável” – aquele tipo de rebeldia que não chega a incomodar a sociedade, mas que ao final é recompensada pela mesma.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – A arte dramática está entre as maiores oposições do cristianismo. Jovens que sonham com as carreiras de atores e atrizes seculares, não raro, são aconselhados por líderes a desistirem de seus objetivos. O principal argumento é de que essas práticas, desde as primeiras oficinas, exigem do artista representações físicas impróprias ao cristão. Alguns desistem dos sonhos e dificilmente superam a frustração. Muitos se auto-reprimem, outros abandonam a fé. Como conhecedor das influências do mundo artístico, qual a sua posição frente à inclusão do cristão nas artes dramáticas?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Atores encarnam personagens criados pela mente do autor e isso é realmente complicado, porque não é comum encontrar um escritor que crie personagens que façam o intérprete cristão se sentir cem por cento à vontade. Quando falamos sobre o que um autor deve ou não fazer no palco, acho que a coisa mais importante é a mensagem do filme ou peça teatral. A mensagem de Macbeth, por exemplo, é mostrar o que acontece quando você permite que o demônio domine suas ações. Agora, para representar bem esse tipo de papel, você tem que encarnar o personagem. Acho que os cristãos deveriam analisar melhor a questão da idolatria e não se aterem à tentativa de ser como Deus.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – E quanto à questão do beijo, ou fazer um papel sensual? Você acha que é inadmissível perante a fé cristã? É possível atuar em uma peça escrita por um dramaturgo não cristão? Se sua resposta for não, você acha que os atores e atrizes cristãos deveriam desistir de seus sonhos?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Nós não devemos pensar em “temas cristãos”. Deveríamos pensar em verdade e excelência. Quando pensamos em temas cristãos, nos vêm à mente histórias bíblicas e histórias de pecado, arrependimento e conversão. Hanz Rookmaaker, um estudioso da história da arte, costumava dizer que deveríamos questionar toda e qualquer obra artística com as seguintes perguntas: “Ela é boa tecnicamente?”, “Tem integridade?”, “É verdadeira?”. Algumas músicas dos Rolling Stones ou da Madonna podem passar nesses três critérios, enquanto alguns hinos podem falhar em um ou dois. Se eu leio um poema, não me pergunto se ele é cristão, mas se foi bem escrito, se o autor atingiu seu objetivo ou se tem coerência com a verdade da maneira que eu a conheço. As pessoas devem lembrar que os artistas normalmente não são chamados a serem evangélicos; logo, não podem ser julgados de acordo com esses padrões. Uma pintura ou uma dança não é um sermão disfarçado. De que maneira um médico cristão poderia ser julgado? Pelo número de pessoas que ele evangelizou? É claro que não! Julgamos um médico pela sua capacidade de diagnóstico, bem como por sua competência em tratar doenças e também pela maneira de lidar com os pacientes.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Cristianismo e moda sempre estiveram separados por um precipício denominado “vaidade”. Esta é outra área da arte em que a presença do cristão é praticamente nula. Os comentários de que o homossexualismo e a prostituição povoam os bastidores, sobretudo em início de carreira, sustentam o preconceito. Você vê alguma objeção em um cristão desfilar nas passarelas do mundo fashion?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Eu sei que há cristãos trabalhando no mundo fashion aqui em Londres, em Nova York, em Los Angeles&#8230; Acho que eles deveriam ler o que a Bíblia diz sobre as roupas. Em primeiro lugar, precisamos de roupas para cobrir a nossa nudez (Gn 3.21). Em segundo, há um valor de beleza e estilo naquilo que Deus criou. Veja como Deus cobriu os animais e as flores. Em terceiro lugar, não devemos ser provocativos, nem fazer com que os outros tenham pensamentos libidinosos. Em quarto, não devemos sugerir que a beleza exterior é mais importante que a beleza interior (Pe 3.3; 4.1; Tm 2.9-10). Em quinto, não devemos ostentar roupas caras enquanto outros não têm o que vestir. E, finalmente, não devemos usar roupas para elevar o nosso ego nem para nos sentirmos superiores em relação aos outros. Nunca estudei moda especificamente, mas esses pensamentos vêm à tona à medida que respondo a essas perguntas. A Bíblia apenas nos dá orientação, por isso é muito emocionante poder colocar esses ensinamentos em prática. Há inúmeros exemplos de grupos que pensam que o vestuário cristão significa usar roupas que não reflitam nenhum traço de personalidade, fazendo-as lúgubres e sem forma, mas eu não acho que essa seja a aplicação correta desses princípios.Sobre a questão da prostituição e do homossexualismo, não concordo que isso necessariamente faça parte do mundo fashion. Você não tem que ter nenhum vício nem estar propenso a algum tipo de pecado para ser capaz de elaborar roupas. Talvez a pergunta seja: se há tantas pessoas no mundo da moda, isso o torna um meio perigoso? Depende do quão suscetível às influências um cristão possa ser. Você precisa ser realista no que diz respeito à sua fraqueza. As pessoas costumavam dizer que os teatros eram pontos de encontro de prostitutas, razão pela qual os puritanos tentaram fechá-los. Ninguém diria isso hoje em dia. Se houvesse mais cristãos no mundo, talvez fossem as prostitutas que estivessem mais preocupadas com o próprio espaço nesse universo. O vestuário é algo fundamental, por isso o seu processo de criação e fabricação deve ser algo bom, não havendo razão alguma pela qual algum pecado em particular deva integrar o mundo fashion.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Quais são as maiores demonstrações de criatividade na Bíblia?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TUNER – A Bíblia em si. A mistura de história, oração, música, poesia, biografia, leis, cartas e visões é que criam esse “livro” tão especial.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Como os cristãos podem se mostrar eficientes nas artes?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Da mesma maneira que não-cristãos tornam-se bons em alguma arte. Aprendendo com o passado, aprendendo com o seu ofício, absorvendo tudo o que é possível, sendo aberto a críticas, conhecendo-se a si próprio e desenvolvendo uma visão mais abrangente de mundo. Há um erro comum que consiste no fato de as pessoas imaginarem que os cristãos buscam evitar o trabalho árduo, limitando-se a orar. Há muita verdade no ditado que diz “Deus ajuda quem cedo madruga”. Paulo estudou as Sagradas Escrituras até que Deus o acolheu como preciosa matéria-prima e fez dele uma pessoa fundamental na história cristã.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Quando a arte é prejudicial à vida cristã?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – A arte pode ser perigosa, assim como a comédia. Ela ultrapassa o nosso sistema de defesa. Nós entramos em contato com uma idéia que não pode ser refutada. Contudo, se algo é considerado como obra de arte, nós a imaginamos como sendo moralmente neutra, mesmo que ela tenha, de forma discreta, elementos que vão de encontro a nossos princípios morais.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Qual a melhor forma de utilizar a arte na igreja?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – As artes já são utilizadas na igreja, quando entoamos uma canção, assistimos a um vídeo ou construímos uma nova igreja. Nessas três citações utilizamos a mão-de-obra desses artistas. Por isso, cristãos que são artistas podem sempre melhorar a qualidade de tudo, desde capas de livros, músicas ou revistas cristãs. Desde que haja cristãos trabalhando no meio artístico, acho salutar que a igreja crie possibilidades de discussão. A Igreja ora pelos artistas. Ela é capaz de os entender, encorajar e ouvir, pois os artistas estão em mais freqüente harmonia com suas respectivas culturas. No entanto, não vejo o trabalho dos artistas na cultura como algo que deva ser organizado pela igreja. Quando realizo o meu trabalho, sou como o encanador ou o médico cristão. Busco entender meu próprio trabalho da maneira cristã de fazê-lo e eu acho que estou indo bem.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Atualmente têm surgido, em especial em países de primeiro mundo como Estados Unidos, Austrália e Europa, as chamadas Igrejas Criativas, citando Lakewood, LifeChurch e Hillsong. Algumas delas investem muitos recursos no desenvolvimento de arte, seja ela radiodifusiva, virtual, musical, teatral, cinematográfica ou editorial. Como você vê esta “nova geração de igrejas”?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – É perigoso tornar a igreja em outra experiência criativa, imaginando que podemos competir com Hollywood e que devemos fazer tudo o que pudermos para chamar a atenção das pessoas. Embora eu ache que devemos sempre melhorar a comunicação, tenho consciência de que não podemos jamais deixar de confiar na poderosa Palavra de Deus. Eu lembro de um musical a que assisti há muitos anos que dizia: “Tudo é efeito, mas sem efetividade”. Nós devemos evitar isso.</span></p>
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