<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Conselho Nacional O Brasil para Cristo &#187; Entrevistas</title>
	<atom:link href="http://conselhonacional.org.br/category/artigos/materia/entrevistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://conselhonacional.org.br</link>
	<description>Tempo de viver as promessas de Deus</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 11:41:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3</generator>
		<item>
		<title>Pastor e amigo</title>
		<link>http://conselhonacional.org.br/2011/07/08/pastor-e-amigo/</link>
		<comments>http://conselhonacional.org.br/2011/07/08/pastor-e-amigo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 18:06:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[direita2]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://conselhonacional.org.br/?p=2701</guid>
		<description><![CDATA[Em entrevista exclusiva, Eugene Peterson destaca a importância dos relacionamentos no ministério.

Por Mark Galli
&#160;
Eugene Peterson, como qualquer pastor, já teve lá suas crises existenciais e ministeriais. A primeira foi no início de sua trajetória – achava o pastorado complicado e não sabia bem como atender às expectativas das pessoas. Depois, foi confrontado pela própria vocação. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2702" href="http://conselhonacional.org.br/2011/07/08/pastor-e-amigo/77661_ei_peterson/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2702" title="77661_EI_Peterson" src="http://conselhonacional.org.br/wp-content/uploads/2011/07/77661_EI_Peterson-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>Em entrevista exclusiva, Eugene Peterson destaca a importância dos relacionamentos no ministério.</p>
<p><span id="more-2701"></span></p>
<p>Por Mark Galli</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eugene Peterson, como qualquer pastor, já teve lá suas crises existenciais e ministeriais. A primeira foi no início de sua trajetória – achava o pastorado complicado e não sabia bem como atender às expectativas das pessoas. Depois, foi confrontado pela própria vocação. Preferia seguir pela vida acadêmica, mas em determinado momento, viu-se diante do púlpito. Também teve de aprender a lidar com as ovelhas, ou seja, como se relacionar com aqueles a quem liderava. Isso, sem falar nos problemas e angústias que os colegas de ministério vinham lhe confessar. Tudo isso fez de Peterson um “pastor de pastores”.</p>
<p>Mas ele é muito mais do que isso. Hoje, às portas dos 80 anos, é um pensador cristão respeitado, consultado e querido. Predicados intelectuais ele tem de sobra – escritor com mais de 30 títulos publicados, poeta e conferencista, é professor emérito de uma das referências do pensamento cristão mundial, o Regent College, no Canadá. Mas quem o ouve falar – como Mark Galli, diretor de redação da <em>Christianity Today</em>, seu amigo de longa data, que o entrevistou para CRISTIANISMO HOJE – percebe que está diante de um crente que deseja ser servo, não apenas de Deus, como dos irmãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CRISTIANISMO HOJE – O senhor dizia, no início de seu ministério, que o pastorado era complicado – ou, que talvez, o senhor mesmo o complicasse. E agora, depois de tantos anos, ainda pensa assim?</strong></p>
<p><strong>EUGENE PETERSON –</strong> Bem, se ouvirmos as expectativas de consumo das pessoas, o ministério fica complicado, pois elas tendem a impor o que querem. As pessoas estão acostumadas a poder escolher. Mas, uma vez que entendemos o que estamos fazendo, e para o quê o fazemos, tornamo-nos pastores mais locais, presentes – e aí, eu não diria que o ministério fica simples, e sim, não tão complicado. Aprendemos a estar presentes diante de tudo o que acontece na vida das pessoas e a não impor coisas a outras pessoas, muito menos deixar que as imponham sobre nós.</p>
<p><strong>Em um de seus livros, o senhor usa outro adjetivo para designar o ministério do pastor: “Subversivo”. O que quis dizer com isso?</strong></p>
<p>Eu quis dizer que as pessoas têm suas defesas. Se trouxermos a elas algo pesado demais, elas tendem a criar um bem desenvolvido sistema defensivo contra isso. Mas, trazendo as coisas obliquamente, sob o que às vezes chamo de “forma indireta”, temos maneiras de contornar essas defesas. Jesus fez isso o tempo todo com suas parábolas, que eram metáforas surpreendentes. Ele raramente usava palavras abstratas. O Senhor sempre teve muita identidade com a coisa local, com o estar presente no dia a dia, com o familiar. E então, dessa forma oblíqua e subversiva, podemos atrair a imaginação das pessoas para proporcionar-lhes algo que antes não tinham visto, notado ou pensado.</p>
<p><strong>O senhor critica colegas que pregam o eu chama de “Cristo genérico”. Como então deve ser o anúncio do verdadeiro Cristo apresentado na Palavra de Deus?</strong></p>
<p>O Cristo revelado é único. Sua encarnação está ligada ao que é visível – e, muitas vezes, ao inesperado. Jesus surpreendia as pessoas, na maioria das vezes, por não agir como Deus; ele não atendia à expectativa estereotipada dos outros acerca do que ele era, ou do que deveria fazer. A verdade é que as pessoas não olham para os evangelhos como deveriam. São quatro os escritores dos evangelhos. Todos contaram as coisas de modo um pouco diferente um do outro. Eles não seguiram um estereótipo, um sistema dogmático, no qual quisessem encaixar as coisas de forma forçada. Eles ouviram, viram e compreenderam Jesus no contexto em que viviam. Da mesma forma, devemos fazê-lo no contexto em que vivemos. Tudo tem a ver, essencialmente, com a tomada da revelação a sério, com a encarnação do Verbo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como o pastor pode manter limites apropriados entre o exercício de sua vocação e sua vida pessoal?</strong></p>
<p>Essa palavra “limites” tem vindo à tona através das disciplinas psicológicas. Parece-me que é uma maneira de evitar a dificuldade, de contornar a ambiguidade. Você sempre sabe onde está, sempre conhece o limite, e deixa as pessoas virem até onde querem, mas não vai deixá-las ultrapassar essas fronteiras. Lembro que uma vez entrei no escritório da igreja e encontrei lá algumas mulheres que estavam fazendo um boletim informativo. Tínhamos, na ocasião, uma filha que estava nos dando alguns problemas extras, naquela fase de confrontar os pais. Então, eu fiz um desabafo, dizendo estar uma fera com isso e até que eu nem queria ser pai. Quando saí, uma daquelas irmãs me repreendeu, dizendo que todas ali já tinham problemas de sobra para manter as próprias vidas e famílias juntas. “Agora, teremos de ajudar você a manter sua vida em família? Isso é demais”, disse. E ela estava certa. Há algumas coisas totalmente inadequadas a um pastor, como se irritar ou se descontrolar. As pessoas simplesmente não entendem tal comportamento num ministro do Evangelho. A vida pastoral tem de ser uma vida relacional – quando você vive assim, não tem limites como tal. Você tem habilidades, intimidade. Aliás, não gosto dessa separação da vida pastoral e pessoal, atuação congregacional e formação profissional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Quando fala em vida relacional, o senhor quer dizer que o pastor deve buscar construir amizades entre sua congregação?</strong></p>
<p>Sim. Eu amo a passagem de João 13.17, em que Jesus está no Cenáculo, em sua última noite com os discípulos. Ali, ele os chama de amigos, e não de apóstolos ou discípulos, que são palavras que definem algo meramente funcional. Apenas amigos – e ele repete isso por três vezes. Os pastores deveriam meditar sobre isso. Em vez de se concentrarem em suas funções, suas técnicas, estratégias e visões, que relaxem. Basta apenas estar lá com as ovelhas, aprendendo a serem amigos. No momento em que o pastor sobe no pedestal, vai começar a ocultar a natureza do Evangelho.</p>
<p><strong>A partir de que momento um pastor está subindo no pedestal?</strong></p>
<p>Há muitos pastores que cultivam esse negócio de estar em um pedestal, porque, assim, eles não têm que lidar com pessoas. Preferem lidar com as ovelhas apenas no papel de pregador, conselheiro, guia espiritual ou qualquer outra coisa. Há muitas maneiras de se conviver com a forma estereotipada dessa relação. Mas, quando você se torna um amigo, a coisa é outra. Quando saí da <em>Christ our King Chruch </em>[Igreja Presbiteriana Cristo Nosso Rei, fundada por Peterson em 1962, em Maryland], onde estive por 30 anos, eu realmente não me preocupava com o estilo de vida daquelas pessoas – e, para dizer a verdade, eu não tinha amigos que eu chamaria realmente de “amigos”. Mas, quando eu saí, não posso lhe dizer quantas pessoas de lá me disseram que eu era o melhor amigo que já tiveram. Agora, eu era amigo em outro sentido, já que, de alguma forma, houve alguma qualidade na relação que transmitia que eu me preocupava com eles, conhecia os seus nomes, sabia os nomes de seus filhos – ou seja, não era apenas aquela coisa social. Muitas vezes, convidávamos pessoas para um jantar porque estavam com problemas, mas eu não tinha um relacionamento de amizade com muitas dessas pessoas; simplesmente era amigo porque era disponível para elas. É assim que eu acho que um pastor deve ser.</p>
<p><strong>Ultimamente, com a disseminação dos chamados ministérios de tempo integral, tem havido profissionalização de diversas funções eclesiásticas, inclusive as de pastor e obreiro. Qual sua opinião sobre isso?</strong></p>
<p>Eu acho que o profissionalismo na vocação pastoral é mortal, porque isso afeta a todos. Nós compartilhamos algo bem básico com nossas congregações. Estamos compartilhando a vida de Cristo, maneiras como seguir a Cristo. Os pastores devemos tratar os leigos com dignidade e honrar o seu trabalho, tanto como eles honram o nosso, e aceitá-los como iguais em termos de serviço no Reino de Deus e na vivência da vida cristã. Contudo, o profissionalismo que permeia nossas igrejas não confia nos leigos. Hoje, contratamos profissionais para fazer tudo. Em vez de confiar nos irmãos para fazer o trabalho do povo de Deus, contratamos alguém para fazê-lo, e é assim que profissionaliza tudo na estrutura eclesial. Desenvolvemos hierarquias e sistemas hierárquicos na igreja, e isso sutilmente elimina o senso maior de comunidade. Eu diria que a melhor maneira de superar o profissionalismo é confiar. O pastor deve aprender a confiar aos leigos a responsabilidade de serem iguais a ele em termos de status no reino de Deus.</p>
<p><strong>Mas muitos líderes se queixam de escassez de voluntários para desempenhar funções na igreja&#8230;</strong></p>
<p>Sim, isso tem acontecido. Se algo tem de ser feito por profissionais na igreja, tudo bem. Mas é uma realidade que pode ser mudada. Eu fiz isso por anos e anos; não reproduzi quase nada que os outros pastores fazem hoje pensando que é trabalho pastoral. Nunca tive uma equipe de profissionais atuando na igreja, nem mesmo uma secretária; a maioria dos trabalhos administrativos da congregação foram tocados por leigos. E as pessoas adoraram colaborar. Naturalmente, não podemos fazer as coisas sempre do mesmo jeito, mas eu acho que os pastores têm de cultivar um laicato em que confiem. Uma igreja forte não é aquela que, necessariamente, tem um pastor forte, mas sim, um laicato forte. Pena que haja muito pouco disso na igreja americana nestes dias.</p>
<p><strong>Como as igrejas devem lidar com o próprio crescimento?</strong></p>
<p>Nós não podemos definir um limite arbitrário para o tamanho da igreja. Tudo é determinado pela maneira como você planeja sua igreja. Quinhentos membros, por exemplo, me parece ser a quantidade certa. Nós construímos nossa igreja para acomodar cerca de trezentas pessoas, e em dois cultos, o que daria conta de todos. E isso funcionou. Meu filho é pastor de uma igreja nova, e, quando a comunidade chegou perto dos 300 membros, eles compraram uma propriedade enorme num local onde havia poucas igrejas. Agora, eles estão se preparando para construir um novo templo. Se construímos um galpão, teremos um <em>depósito </em>cheio de pessoas. Mas, se erguemos um santuário, teremos um lugar de culto e adoração que não pode ser em um galpão.</p>
<p><strong>Poucos pastores usam as línguas originais e a exegese, além de uma boa hermenêutica, na preparação de seus sermões.</strong> <strong>No Brasil, em particular, boa parte dos pregadores têm insistido na necessidade de mobilizar o público com uma “mensagem arrebatadora”. Aquele tipo de pregação mais consistente está em declínio?</strong></p>
<p>O modelo da pregação preparada teologicamente, com atenção às línguas bíblicas originais, está, sim, em declínio. E fico um pouco desanimado com isso. Talvez, no Brasil, a coisa seja ainda pior do que aqui. O estilo de pregador “animador de auditório”, de fato, é muito ruim. Ora, falar com voz impostada ou dar um show no púlpito não são elementos de exegese. Quando você entra em um consultório médico e algo está errado com sua saúde, você não espera que o médico grite ou leia o diagnóstico em voz alta para que o aceite logo. Então, para quê decibéis a mais na pregação?</p>
<p><strong>O senhor é professor por formação e vocação e docente emérito do Regent College. Como vê o cenário da educação teológica e o que acha que há de melhor e de pior no ensino cristão hoje?</strong></p>
<p>O melhor que está acontecendo – e falo aqui da América – é, provavelmente, o povo. As pessoas que estão entrando no seminárioestão mais maduras, e muitos novos obreiros chegam ao pastorado na meia-idade. Ou seja, viveram boa parte da vida em outras atividades, e percebem que ainda há algo a fazer nos anos que lhes restam – algo que faça diferença para elas e para as outras pessoas. Eu tenho um amigo que é executivo de publicidade em um escritório de Nova Iorque. Ele decidiu, por volta dos 45 anos de idade, que queria ser um pastor. Então, estudou teologia no seminário e, depois de alguns anos, foi ordenado. Ele diz que deixou de ganhar quatrocentos mil dólares por ano, contando mentiras algumas vezes, para receber cinquenta mil dizendo a verdade. Da mesma forma, muitos estão fazendo isso. É gente que está preparada para assumir grandes cortes de rendimento para fazer algo realmente significativo.</p>
<p><strong>E o que há de pior?</strong></p>
<p>A perda de identidade do ensino teológico. Os seminários estão tendo que adaptar seus currículos para cumprirem as exigências das associações de escolas teológicas e terem seus cursos reconhecidos. Ora, qualquer coisa imposta de fora é muito inadequada.  Assim, os estudantes estão tendo que ler muito mais do que podem absorver. Então, as escolas teológicas não podem desenvolver o que sua denominação precisa ou mesmo uma estratégica e currículo próprios para lidar com os alunos que espera atrair. Vi isso acontecer na Regent e era totalmente irritante ter de pedir aos alunos que lessem coisas que não exigíamos a princípio. Enquanto isso, outras matérias importantes, como teologia, espiritualidade e história, acabam ficando em segundo plano por falta absoluta de tempo e capacidade dos alunos para absorver tanta coisa. Eu acho as imposições feitas em nome da validação dos diplomas uma coisa muito difícil de lidar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Por que a teologia espiritual, que foca menos na especulação intelectual e mais na integração do conhecimento na vida cristã do dia a dia, está perdendo espaço?</strong></p>
<p>É um enigma para mim saber por que isso acontece. Teologia espiritual não é apenas uma especialização, ou parte sem importância da teologia. É teologia vivida! Como o seminário cria um currículo teológico e consegue dar-lhe importância e sentido, sem que o aluno possa saber a verdade e passar o resto da vida sem vivê-la? O conhecimento do Evangelho e das Escrituras deve ser enfatizado e é importante, mas isso não pode ser divorciado na nossa maneira de viver ou não viver. Algumas situações vão a extremos e acabam por evitar o real encontro do aluno com Deus – a vida religiosa é uma das melhores maneiras de fazer isso. E o estudo da teologia pode dar essa falsa sensação de que podemos nos enganar pensando que temos, de fato, um encontro com Deus, quando, na verdade, estamos mesmo é precisando daquilo que pregamos. Tivemos um professor de grego e hebraico com cerca de 40 anos idade que também ensinava isso de maneira sutil. E havia mais do que eu chamaria de teologia espiritual acontecendo em seus cursos do que na maioria dos outros, simplesmente porque tudo isso era vivido por ele. Ele fez os idiomas bíblicos ganharem vida, mas também fez as Escrituras ganharem significado e sentido não apenas com a sua forma peculiar de ensinar, mas pela maneira como ele as vivia diante de todos, trabalhando com as pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>No Brasil, praticamente todos os recursos teológicos, inclusive os livros disponíveis, são de origem estrangeira, principalmente dos EUA.</strong> <strong>Em sua opinião, quão importante é uma teologia com produção nacional em um país que está crescendo em importância, não só no contexto geopolítico, mas como uma potência evangélica mundial?</strong> <strong>Que tipo de influência os conhecimentos teológicos enraizados na realidade local podem ter?</strong></p>
<p>É importante que os brasileiros e outros povos possam investir e desenvolver estudiosos locais, gente que viva e conheça a própria cultura. Mas em alguns aspectos, o Evangelho não é étnico. No entanto, todos podemos contribuir teologicamente uns com os outros. E todos nós somos parte da Igreja e num mundo muito cosmopolita. Então, ainda que não haja produção teológica suficiente no Brasil, minha sugestão é que se tente manter o desenvolvimento de uma teologia local. A tradução de <em>The message </em>[de sua autoria] está saindo agora em português. Mas eu não fiquei entusiasmado com ela, a princípio. Parecia-me que <em>The message</em> funcionava bem aqui nos EUA porque foi feito por alguém que é um americano, conhece o idioma americano e a cultura do país. Mas, cada linguagem tem sua forma coloquial, e nós procuramos encontrar brasileiros que conheciam bem o grego e o hebraico, além do português falado no Brasil, para obter um equivalente adequado em <em>A mensagem.</em></p>
<p><strong>O senhor é considerado pastor de pastores. No momento em que os pastores são muito questionados, inclusive por protagonizarem escândalos que repercutem na mídia e estereotipam a Igreja, cada vez mais crentes evitam ser chamados de evangélicos. O que fazer para contornar essa situação?</strong></p>
<p>Acho que primeiro devemos estar conscientes e lidar com o fato de que ser pastor é uma modesta e humilde vocação, e não tem nada a ver com ganhar os aplausos do mundo. E, se não estamos dispostos a aceitar como colegas pessoas que são pecadores – por vezes, flagrante pecadores –, não temos muito o que fazer neste ramo de trabalho. Os escândalos são indesejáveis, muito tristes. Mas isso é parte do que significa viver em uma igreja, e eu não penso que nós possamos lavar nossas mãos desse tipo de coisa e tentar encontrar um lugar melhor que a igreja. Temos é que purificá-la, a fim de que seja um exemplo para o mundo. A Igreja é uma luz que brilha.</p>
<p><strong>A pós-modernidade e os apelos da secularização têm levado muitos cristãos a deixar a igreja.</strong> <strong>Como atraí-las de volta?</strong></p>
<p>Eu não fico encantado com certas estratégias para reconquistar as pessoas que um dia deixaram a igreja. E acho que muitas das pessoas que a deixam fazem-nos por boas razões, mas não estão indo para algum lugar melhor&#8230; Minha esperança é de que vão descobrir que, se há algo melhor, é o que eles deixaram para trás. Mas leva tempo para isso acontecer. Eu tenho alguns amigos pastores que estão vivendo um Evangelho vibrante em nações secularizadas como Alemanha, França ou Escócia. Nós estamos vivendo em um tempo muito difícil, e em alguns aspectos sem precedentes. Contudo, tentar reformular ou refazer o Evangelho para fazê-lo mais atraente é um equívoco. É claro que as coisas não estão indo bem. Nós estamos vivendo um momento muito difícil, e, em alguns aspectos, sem precedentes – mas Barth, que viveu em tempo semelhante, disse que somente onde há sepultura, pode haver ressurreição. Porém, precisamos fazer o melhor, nos mantendo fiéis, ainda que sejamos desprezados por sermos sal e fermento para o mundo – sabendo que apenas fazemos nosso trabalho como seguidores de Jesus. E isso não é um trabalho fascinante.</p>
<p>Fonte: cristianismohoje.com.br</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://conselhonacional.org.br/2011/07/08/pastor-e-amigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Disciplina, espiritualidade e vida</title>
		<link>http://conselhonacional.org.br/2011/04/26/disciplina-espiritualidade-e-vida/</link>
		<comments>http://conselhonacional.org.br/2011/04/26/disciplina-espiritualidade-e-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 19:47:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin2</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda2]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://conselhonacional.org.br/?p=2367</guid>
		<description><![CDATA[A superficialidade é a maldição do nosso tempo, e isso tem sido amplamente reconhecido por cristãos de toda parte, em todo o mundo.

Por Brandon O’Brien, editor assistente da revista Leadership
O Congresso de Pastores que acontece agora, no início de maio, em Águas de Lindoia (SP) terá uma presença ilustre. Promovido por Servindo Pastores e Líders [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-2368" href="http://conselhonacional.org.br/2011/04/26/disciplina-espiritualidade-e-vida/89308_entrevistaintfoster/"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-2368" title="89308_EntrevistaIntFoster" src="http://conselhonacional.org.br/wp-content/uploads/2011/04/89308_EntrevistaIntFoster-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a>A superficialidade é a maldição do nosso tempo, e isso tem sido amplamente reconhecido por cristãos de toda parte, em todo o mundo.</p>
<p><span id="more-2367"></span></p>
<p><strong>Por Brandon O’Brien, editor assistente da revista <em>Leadership</em></strong></p>
<p>O Congresso de Pastores que acontece agora, no início de maio, em Águas de Lindoia (SP) terá uma presença ilustre. Promovido por Servindo Pastores e Líders (Sepal), o evento receberá o pastor Richard Foster, um dos líderes evangélicos mais destacados de nosso tempo. Foster, celebrado autor de livros voltados ao público cristão – dos quais o mais conhecido é o best-seller <em>Celebração da disciplina</em>, lançado em 1978 –, também é fundador de Renovare, organização que, como o nome já sugere, promove a renovação espiritual da liderança e da Igreja. Um movimento internacional, que estimula o discipulado e a formação cristã em países como Estados Unidos, Reino Unido, Irlanda, Coreia do Sul e Brasil.</p>
<p>Foster baseia seu trabalho na defesa de práticas cristãs como santidade, disciplina e reflexão. Nada de novo – mas o que chama a atenção é a simplicidade e a clareza de suas ideias. “As disciplinas espirituais são para todos os cristãos. Não há como avançar como discípulo de Cristo sem uma formação espiritual adequada”, pontifica em seus livros, palestras e mensagens. Ele acaba de finalizar mais uma obra, <em>Sanctuary of the soul </em>(Santuário da alma), que pretende lançar durante sua visita ao Brasil e tem tudo para se tornar mais um clássico da espritualidade cristã. CRISTIANISMO HOJE ouviu Richard Foster em sua casa, em Denver, no Colorado (EUA), poucas semanas antes de sua viagem ao Brasil:</p>
<p><strong>CRISTIANISMO HOJE – O que são disciplinas espirituais?</strong></p>
<p>RICHARD FOSTER – As disciplinas espirituais são simplesmente uma parte da vida cristã normal. Através dessas disciplinas, aprendemos a colocar nosso corpo e nossa mente diante de Deus, a fim de que o Senhor promova sua obra em nossas vidas. É o que a Palavra de Deus chama de sacrifício vivo. Jamais poderíamos ter amor, alegria, paz, benignidade, bondade e longanimidade sem a graça do Senhor. E essas coisas promovem o crescimento da alma, levando-nos a assumir uma nova personalidade, um caráter cristão.</p>
<p><strong>Sacrifícios e disciplinas parecem, à primeira vista, difíceis de atingir para o crente comum&#8230; </strong></p>
<p>Não. A disciplina espiritual é para todos os cristãos. Ela nos move para a vida abundante que Jesus promete. Não há como avançar como discípulo de Cristo sem uma formação espiritual adequada. O detalhe é que não há valor nas disciplinas em si. Em nenhuma delas. Elas não nos rendem <em>pontinhos</em> <em>extras </em>com Deus. Estamos falando de coisas que os crentes precisam fazer para viver a simples vida cristã. Oração, meditação, estudo e jejum fazem parte da vida sob a graça. E nós não somos apenas salvos pela graça; nós vivemos pela graça!</p>
<p><strong>Qual a diferença entre disciplinas cristãs e boas obras?  </strong></p>
<p>As disciplinas não são obras. As disciplinas não têm nada a ver com as obras, pois elas não produzem justificação alguma. Portanto, nunca devemos pensar nas disciplinas como meio para ganhar algo. Dito de outra forma, as disciplinas espirituais nos trazem a justiça do Reino de Deus de uma maneira indireta. Elas são esforço. Como disse Jesus, nós nos esforçamos para entrar pela porta estreita – ou, nas palavras do apóstolo Paulo, devemos nos empenhar na piedade. Nós simplesmente fazemos as coisas com nossas próprias mãos e o Senhor usa isso para operar maravilhas em outros seres humanos, pelo seu poder. Essas coisas levam ao crescimento da alma, e nós começamos a assumir uma nova personalidade, um caráter cristão.Aprendemos a amar nossos inimigos, e assim por diante. Isso é para todos os cristãos. É a herança comum do povo de Deus.</p>
<p><strong>Disciplina espiritual não é um tema com tanto apelo entre os cristãos de hoje. Como</strong><strong> o senhor explica, então,</strong> <strong>o enorme sucesso de seu livro <em>Celebração da disciplina</em>, que já vendeu mais de um milhão de cópias? </strong></p>
<p>Só posso entender que foi a graça de Deus que fez tudo acontecer da forma como aconteceu. Senão, como umas poucas anotações em um pedaço de papel poderiam ter esse tipo de efeito? <em>Celebração da disciplina </em>foi escrito para todos aqueles que ficaram decepcionados com as superficialidades de todos os aspectos da cultura moderna, incluindo o religioso. Acho que o livro saiu justamente no momento em que havia um sentimento genuíno de que o que estávamos fazendo no ministério não funcionava mais. Além disso, líderes foram caindo como moscas devido a falhas morais, e as pessoas estavam ansiando por algo mais substancial. O livro veio trazer uma proposta de vida espiritual mais profunda e comprometida. Havia também desejo de se resgatar um verdadeiro diálogo sobre o crescimento da alma, que havia sido esquecido.</p>
<p><strong>Que diálogo é esse? </strong></p>
<p>Para a maioria dos crentes, houve algo muito espiritual e especial na Igreja primitiva – e, depois, isso praticamente desapareceu, talvez com um pequeno lampejo na Reforma. Então, eu tentei, com <em>Celebração da disciplina</em>, levar as pessoas a uma grande discussão sobre o crescimento da alma, uma discussão que tem ganhado espaço ultimamente. Muitos editores têm trabalhado para desenvolver uma literatura que realmente mova as pessoas para frente. Ninguém está mais interessado nesse tipo de religiosidade superficial, que aliás é bastante comum no nosso cenário americano.</p>
<p><strong>Seu livro já foi traduzido para mais de 20 idiomas. Essa religiosidade superficial é um problema generalizado ou afeta principalmente a Igreja ocidental e urbana? </strong></p>
<p>Penso que a superficialidade é a maldição do nosso tempo, e isso tem sido amplamente reconhecido por cristãos de toda parte, em todo o mundo. O grande desafio hoje, na cultura ocidental, é a distração. As pessoas estão totalmente distraídas e, portanto, não conseguem se focar. Com a internet e as infinitas opções de entretenimento de hoje, há várias maneiras diferentes de manter a mente das pessoas em constante movimento, a fim de que não tenham que refletir ou pensar – e, claro, as igrejas fazem coro com essa cultura. É por isso que a solidão e o silêncio estão entre as disciplinas espirituais mais importantes para o nosso tempo.</p>
<p><strong>Em <em>Rios de água viva,</em> o senhor fala sobre seis tradições da espiritualidade cristã, dentre elas a santidade. Nestes tempos de relativismo, onde o pecado tem sido muito tolerado, a santidade foi deixada de lado? </strong></p>
<p>Eu acho que a falta de santidade é mais evidente em nossos dias do que em épocas anteriores. Temos ensinado um evangelho que faz com que as pessoas não precisem viver uma vida de santidade e discipulado com Jesus. Temos pregado coisas do tipo: “Aceite certas verdades e você vai para o céu quando morrer”. Assim, o foco principal foi ficando no céu. Mas o Evangelho de Jesus enfatiza a santidade como condição imediata para a salvação – “Arrependei-vos, pois o Reino de Deus está próximo”. Então, precisamos ser lembrados de que a salvação é uma vida com Jesus, que começa agora, e continua até a morte, que é apenas uma pequena passagem desta vida para uma outra, eterna e melhor.</p>
<p><strong>Grandes avivamentos da história, como o que ocorreu na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos no século 18, trouxeram mudanças positivas na sociedade, ao mesmo tempo em que abalaram a Igreja. Hoje</strong><strong>, em nações forte de presença evangélica, como os EUA e o Brasil, movimentos espirituais parecem ficar circunscritos às paredes dos templos, quase sem nenhuma relevância social. Por</strong><strong> que isso acontece? </strong></p>
<p>Os primeiros seguidores de John Wesley falavam de uma santidade que promovia impacto social. William Penn disse: “A religião não nos leva para fora do mundo.Ela nos leva ao mundo eimpele todos os nossos esforços para consertar o mundo”. Recuperar esta ênfase é parte fundamental no processo de avivamento cristão. Nós nos esquecemos de que o envolvimento em uma guerra espiritual tem várias frentes ao mesmo tempo – ela acontece nos níveis pessoal, social e institucional, para citar apenas alguns. A proclamação do Evangelho inclui o que os reformadores chamavam de “mandato cultural”, ou seja, necessariamente deve ter impacto sobre a cultura em geral. Um avivamento certamento começa no indivíduo, mas também o leva para fora, a fim de interferir na vida dos outros. Basta pensar, por exemplo, no que aconteceria se os cristãos aprendessem a não mentir.Pense no tipo de mudança que isso poderia provocar em instituições empresariais, governamentais e em todas as instâncias. As implicações sociais da pregação do Evangelho têm que acontecer de alguma forma.Nós amamos a Deus e amamos ao nosso próximo; isso anda de mãos dadas. O III Congresso de Lausanne, que aconteceu ano passado na África do Sul, voltou a salientar que o evangelismo cristão deve sempre promover profundo impacto social.</p>
<p><strong>Como promover um discipulado eficaz na sociedade de hoje? </strong></p>
<p>O discipulado é uma característica da vida em comunidade. No caso do discipulado, ele é uma das expressões dessa vida comunitária. Falo de uma comunhão profunda, muito mais intensa do que as configurações normais das igrejas, onde as pessoas se encontram uma vez por semana, ou às vezes apenas uma vez por mês. Por isso, a essência do movimento Renovare é a criação de comunidades. Temos trabalhado para criar comunidades de pastores, líderes e leigos. Agora, desenvolver uma comunidade onde as pessoas amem e cuidem umas das outras leva um longo tempo.</p>
<p><strong>O senhor fundou o movimento Renovare há quase 25 anos. Dos objetivos iniciais, quais foram realmente atingidos? </strong></p>
<p>Tivemos três grandes objetivos no início. Em primeiro lugar, levantar um grande diálogo sobre a transformação da alma. Em segundo, criar um corpo de literatura que iria interagir com a grande tradição cristã de espiritualidade. Acho que fizemos isso muito bem. Nós produzimos uma série de textos e livros que foram publicados sobre o tema. É claro que outras pessoas que estão escrevendo nesta mesma área nos ajudaram muito. A terceira proposta era trabalhar duro para ancorar tudo isso com as Escrituras, porque os ensinamentos de formação espiritual, se feitos de qualquer maneira e sem os vínculos certos, podem levar a perigosas direções. Também tivemos três tipos diferentes de grupos em mente no nosso ministério. Um deles eram as pessoas na igreja que tinham fome e desejo pelas coisas espirituais. Um segundo grupo foi de pessoas que estavam decepcionadas com a igreja, mas eram cristãos e queriam viver para Deus. Acho que, com esses dois segmentos, fizemos muitas coisas boas. Em terceiro lugar, queríamos atingir pessoas que ansiavam por uma vida espiritual genuína, mas não eram cristãos. Com esse grupo, ainda não conseguimos fazer um bom trabalho.</p>
<p><strong>Quais são as características comuns de Renovare em locais tão diversos como Brasil, Inglaterra e Coreia do Sul?</strong></p>
<p>Logo no início, decidimos que as diversas expressões de cada país seriam independentes. Cada cultura apresenta suas definições fundamentais do que é discipulado e disciplina espiritual – mas há problemas comuns a todos os cristãos. Nós já mencionamos que a distração é um problema para a nossa cultura ocidental. Pois bem, no tempo em que vivi com os povos esquimós acima do Círculo Polar Ártico, percebi que mesmo lá isso também é verdade. Cada grupo, como os cristãos brasileiros, tem que decidir como sua formação espiritual vai trabalhar com a cultura secular em seu contexto, e o que será necessário expurgar. Não podemos aplicar fórmulas de uma cultura em outro contexto; todavia, podemos ir lá para aprender.</p>
<p><strong>Não existe o risco de promover uma espécie de ecumenismo teológico, misturando grupos de tendências espirituais inconciliáveis?</strong></p>
<p>Não. O Renovare é altamente cristocêntrico. Temos uma cristologia muito bem definida e sustentada teologicamente. Nossa declaração diz: “Na dependência total de Jesus Cristo como meu Salvador sempre vivo, Mestre, Senhor e amigo, vou procurar a renovação contínua através de exercícios espirituais, dons espirituais e atos de serviço”. Isso não é uma declaração genérica, e não tem o menor denominador comum com o ecumenismo. Somos assumida e declaradamemente centrados em Jesus, e essa postura, por si só, tem uma enorme força de união para aqueles que mantêm o foco bem claro em um Jesus vivo, que atua em nós de todas as formas. Queremos ser como Jesus, e todos os nossos textos e mensagens apontam para uma formação espiritual em Cristo.</p>
<p><strong>Qual o ambiente mais propício para a formação espiritual na igreja local? </strong><strong>A escola dominical, a pregação, a mentoria ou os pequenos grupos? </strong></p>
<p>Todas essas opções. A pregação é um dos principais meios de formação espiritual do povo. Agora, nós perdemos esse entendimento quando o pastor não conhece seu rebanho. O pastor é um diretor espiritual para a congregação. Então, precisa caminhar entre o povo, saber o nome das pessoas, conhecer as situações com que está lidando. A mentoria também tem esse aspecto de envolvimento. Já os pequenos grupos nutrem uma forma mais forte de carinho, amor e cuidado, e isso é um importante meio de formação espiritual.</p>
<p><strong>A Igreja Evangélica, tanto na América quanto no Brasil, é regularmente chacoalhada por novos movimentos que causam grande impacto, promovem mudanças estruturais e comportamentais, mas depois desaparecem com seus erros e acertos. O que se pode fazer para preservar os ganhos espirituais dessas ondas?</strong></p>
<p>Nosso povo tende a ser levado por modismos muito facilmente. É importante olhar sempre para frente, a longo prazo. Em qualquer situação, devemos sempre prestar atenção ao tipo de vida que cada movimento está produzindo. Quem não conhece a história fica muito impressionado quando aparece um desses movimentos de fé, mas eles sempre têm surgido ao longo dos tempos e, muitas vezes, não trazem nada de novo – é só algo mais que pode colaborar, e pronto. Se houver algum tipo de bem que um novo movimento possa trazer, ótimo, vamos incorporar isso. Mas ainda assim, não vamos ficar muito animados e abrir a guarda totalmente para o novo. Quero ver como tudo vai se desenrolar dentro dos próximos 50, cem anos&#8230;</p>
<p><strong>O senhor disse que, no início de seu ministério, foi encorajado a ser “ministro de Cristo”, e não um “ministro do povo”. Qual é a diferença? </strong></p>
<p>Isso foi no tempo em que eu estava tentando entender a identidade pastoral. Foi meu amigo Dallas Willard que me disse: “Você precisa decidir se é um ministro do povo ou um ministro de Cristo”. Ele sabia que, naquele início de carreira, eu estava sendo puxado em todas as direções por causa de expectativas do povo acerca do que um pastor deveria fazer.Se sou um ministro do povo, então eu sou controlado pelo que as pessoas pensam, sentem e dizem. Mas, se sou ministro de Cristo, então é o Senhor quem dá as cartas, e depois disso eu vou servir ao povo. Há um pequeno livro de Watchman Nee chamado <em>Ministry to the house or to the Lord</em> [“Ministério para a casa ou para o Senhor”], que aborda a mesma idéia básica. Quando você aprender a ministrar a Deus, então o trabalho que você faz, seja em casa ou na igreja, irá encontrar o lugar certo. Eu encorajo os pastores a aprender que, primeiro, devem ser ministros de Cristo. Então, seu trabalho entre o povo vai achar seu próprio lugar de forma natural.</p>
<p><strong>Os pastores costumam se queixar de solidão. Isso já aconteceu em seu ministério?  </strong></p>
<p>Eu sempre incentivo os pastores a encontrar uma pessoa a quem possam abrir o coração, compartilhar a vida. Certa vez, pedi a um pastor luterano que me ensinasse tudo o que sabia sobre oração. Esse foi o começo. Aquele homem tornou-se meu grande professor e mestre, e isso acabou desenvolvendo uma bela e duradoura amizade ao longo de quarenta anos.  Mesmo quando nos separamos geograficamente, sempre mantivemos uma comunicação regular.</p>
<p>Isso não tem que ser feito com alguém extraordinário; basta ser uma pessoa simples e madura. Todo pastor deve pedir a Deus que lhe mostre alguém assim. Ajuda se for alguém de fora da congregação, porque aí pode-se compartilhar de forma mais aberta problemas pessoas e ministeriais. Mas, é claro – as pessoas de dentro da congregação também podem amar e cuidar do líder. O pastor que vê nas ovelhas não apenas pessoas a quem têm de disciplinar, mas amigos, pode desenvolver na igreja boas e profundas amizades cristãs.</p>
<p><strong>O senhor se refere com carinho a suas experiências de contato com a natureza no Colorado. O que isso significa para sua formação espiritual?  </strong></p>
<p>Uma das razões pelas quais eu amo ir para as montanhas e os bosques é porque lá posso ver as obras do Pai na criação. A glória do Criador é revelada na criação, embora tudo tenha sido afetado pela queda do homem. Essa olhada na natureza, de vez em quando, faz com que nos desprendamos das coisas que temos de fazer e nos ensina que o mundo passa muito bem sem nós! Além disso, quando você trabalha com pessoas mal humoradas, ver mão do Pai na natureza mostra as coisas boas que ele faz para todos nós&#8230;</p>
<p><strong>Dentre os autores cristãos contemporâneos, quais o senhor lê? </strong></p>
<p>Lamento dizer que minha lista de autores contemporâneos é muito pequena. Grande parte das coisas que são escritas hoje só merece cinco ou 10 minutos. A maior parte da leitura que faço é de autores já falecidos. Eugene Peterson é um dos poucos autores atuais que eu acho que realmente vale a pena ler. Certamente, Dallas Willard é tremendamente útil. Mas, dentre os clássicos antigos, a <em>Imitação de Cristo</em>, por Thomas A. Kempis, não pode ser lido com rapidez – é preciso dedicar seis meses ou um ano para se aprofundar e captar a obra.Por isso, eu passo a maior parte do meu tempo com os escritores antigos, porque eles realmente alimentam a minha vida.</p>
<p><strong>Em quais livros o senhor está trabalhando agora? </strong></p>
<p>Acabei de completar <em>Santuário da alma,</em> que sai este ano. Agora, estou trabalhando em uma continuação dele. Também quero escrever alguns pequenos livros, e, quem sabe, algumas memórias.Vamos ver no que tudo isso vai dar. Eu sou muito lento como escritor porque trabalho muito no velho estilo. Passo a manhã toda tirando uma vírgula e, em seguida, perco a tarde colocando-a de volta!</p>
<p><strong>Qual é o estilo de vida que agrada a Deus? </strong></p>
<p>Precisamos aprender a ter um pouco de paz e alegria, e não tentar viver uma vida espiritual muito tensa. Eu gostaria de dizer às pessoas que tudo que fizermos deve nos alegrar em Deus e nos levar a desfrutar da comunhão e amizade um do outro. A vida que agrada a Deus não vem por ira ou estresse, mas por um profundo amor ao Senhor, com Jesus e as pessoas que estão ao nosso redor.</p>
<p>Fonte: O verbo</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://conselhonacional.org.br/2011/04/26/disciplina-espiritualidade-e-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Nívea Soares</title>
		<link>http://conselhonacional.org.br/2009/05/04/nivea-soares/</link>
		<comments>http://conselhonacional.org.br/2009/05/04/nivea-soares/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 May 2009 15:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://conselhonacional.org.br/?p=117</guid>
		<description><![CDATA[Entrevista com NIVEA SOARES 
Por Oziel Alves
Novo Hamburgo-RS
[ OBPC ] &#8211; Quem é Nívea Soares longe das plataformas e dos púlpitos?
[Nívea Soares] &#8211; Eu sou dona de casa, esposa, cuido de cachorro e gato em casa, enfim. Gosto de estar com gente, gosto de estar com amigos, sou uma pessoa que tem buscado o lugar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;">Entrevista com NIVEA SOARES </span></p>
<p><span style="color: #888888;">Por Oziel Alves<br />
Novo Hamburgo-RS<img class="alignright size-full wp-image-118" title="nivea" src="http://conselhonacional.org.br/wp-content/uploads/2009/05/nivea.jpg" alt="nivea" width="118" height="135" /></span></p>
<p><span style="color: #888888;">[ OBPC ] &#8211; Quem é Nívea Soares longe das plataformas e dos púlpitos?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] &#8211; Eu sou dona de casa, esposa, cuido de cachorro e gato em casa, enfim. Gosto de estar com gente, gosto de estar com amigos, sou uma pessoa que tem buscado o lugar de Deus para mim, aquele centro da vontade de Deus para minha vida. Tenho essa preocupação. Quero fazer só o que Deus me manda fazer.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Quais são as suas influências musicais e o que há destas influências em suas músicas?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] &#8211; Eu lembro que na adolescência eu ouvia muito Petra, Stryper, os grupos evangélicos que rolavam na época. Sempre ouvi muito black music, também. Eu creio que hoje a gente tem um pouco de influência de cada coisa. Muita influência do rock, daquilo que eu ouvia, daquilo que eu ainda ouço. Hoje, eu gosto muito do Delírious e Hillsong e eu acho que todo mundo ouve um pouquinho não é? Então, tem uma certa influência desse pessoal. Música brasileira&#8230; também tem algumas pessoas que eu costumava ouvir, me espelhar. Tem os nossos professores que começaram ai&#8230; Os pioneiros da música cristã. É muita gente boa&#8230; Vencedores por Cristo, a galera da Miladi, João Alexandre. Uma turma que nos inspirou muito e que eu ouvia muito na época, Banda Azul, Rebanhão, a turma que começou&#8230; Então, assim, eu creio que tem uma continuidade, uma certa continuidade, uma certa influência&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; A caminho do meio milhão de cópias vendidas, aproximadamente 300 mil cópias de Reina Sobre Mim e 200 mil cópias de Enche-me de Ti é inevitável classificá-la como um sucesso. Diante de toda esta ascensão e reconhecimento, eu pergunto: Qual tem sido o seu maior desafio?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] &#8211; O meu maior desafio, hoje é estar na presença do Senhor. É estar no centro da vontade dEle. Eu creio que a projeção é uma coisa que passa e Deus não se impressiona com a glória que vem dos homens. O próprio Jesus falou sobre isso quando quiseram fazer dEle um rei. &#8220;Olha o meu reino não é deste mundo, vocês não estão entendendo nada.&#8221; Depois da multiplicação dos pães, quando o povo quis fazer de Jesus rei, Ele simplesmente saiu e foi ficar sozinho. Eu creio que essas coisas não impressionam Deus. A quantidade de cds que a gente vende, quantas pessoas vão aos eventos&#8230;isso não impressiona a Deus. É possível, muito bem, você fazer tudo isso e ainda assim não estar no centro da vontade de Deus. Então, a minha maior preocupação dentro disso tudo, meu maior desafio é fazer só o que o Senhor me mandar fazer.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Você tem sido exemplo para centenas de milhares de ministros de louvor e pessoas envolvidas com este ministério Brasil à fora. Diante desta &#8220;posição espelho&#8221; eu gostaria que você desse um recado direcionado a este público, em específico, tratando da seguinte questão: Como lidar com a admiração excessiva das massas (a tietagem) quando no fundo o ser humano carece desta necessidade de reconhecimento que causa prazer e massageia o ego. Como nosso foco é outro, o que fazer quando o sucesso bate a porta?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – O meu recado seria o seguinte: Para aqueles que estão envolvidos, de certa forma, com plataformas, com ministério&#8230; A plataforma não é o lugar de se resolver como pessoa. A gente tem que se resolver com Deus e eu creio que antes de estar na plataforma a gente precisa saber qual é a nossa identidade em Deus. Quando eu sei da minha identidade de filho de Deus, de amado do pai, eu não vou atribuir isso a outra pessoa. Deus é aquele que pode satisfazer nossas carências, Ele é aquele que supre as nossas necessidades. Ele é o suficiente para nós e a gente tem que transferir isso para Deus, senão a gente vai colocar esse peso sobre as pessoas e vai começar a absorver coisas que a gente não pode absorver. Então, eu creio que plataforma não é lugar para querer se satisfazer, para querer se afirmar, a gente tem que ter a nossa identidade formada em Deus.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Seu trabalho de certa forma ainda é vinculado ao Ministério Diante do Trono. No entanto, há comentários de que algumas gravadoras já estão a espreita de um possível contrato com você. Embora exista um desconhecimento da sua parte em relação a estes comentários, eu pergunto: Caso você venha a receber um convite por parte de alguma gravadora como MK, Line Records, Graça Music, enfim&#8230; você aceitaria se desvincular de suas raízes com o DT?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – Eu creio que as nossas raízes com o Diante do Trono vão muito além da questão da distribuição. É algo, como se fosse de família. É cobertura. Eles são assim. É o lugar onde a gente começou e eles são voz profética sobre a nossa vida. Hoje a Ana, o pastor Gustavo, o pastor Márcio são nossos pastores queridos. Eles tem uma voz na nossa vida. Não é simplesmente algo profissional, não é nada disso, mas é muito além e eu creio que essas raízes elas nunca vão ser cortadas. Nós não temos direção de Deus de ir para nenhuma gravadora. Nós não temos essa intenção. Estamos na mão do Senhor para aquilo que ele quiser fazer em nós e através de nós, mas eu creio que não é a direção de Deus para nós que a gente vá para nenhuma gravadora.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; A maioria dos ministros de louvor não gosta do jargão &#8220;artista&#8221; para denominar a sua posição profissional. Agora, a partir do momento que o indivíduo assina contrato com uma gravadora, inevitavelmente ele/a se torna um(a) artista porque gravadoras não levam em consideração a vida espiritual de seus &#8220;contratados&#8221;. A vendagem, supostamente é prioridade. O &#8220;show&#8221; é mais importante que a ministração. Contratos são soberanos a uma vida de santidade. Nestas circunstâncias, Nívea, como fica a vida daquele que quer ser um verdadeiro adorador? </span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – É&#8230; eu creio que o ministério não é uma agenda. O ministério não é cd&#8230;essas coisas não são sinônimos né? O ministério é conseqüência de uma vida, um estilo de vida para Deus, um estilo de vida de adoração, de uma pessoa rendida consciente da presença de Deus e eu não penso que o ministério seja ligado a um cd&#8230; O meu ministério começou a partir do momento que eu gravei?&#8230;não!!! eu não creio nisso! Um cd ou uma agenda, tudo isso é conseqüência daquilo que Deus vai fazendo na sua vida e a verdade é que as pessoas se tornaram produtos. Infelizmente, a gente vê isso acontecendo. Tem sido muito comum pessoas que cantam, pessoas que tocam se tornando produtos de vendagem e eu não creio que as pessoas sejam produtos. Não é assim que se faz. Então, claro que o contrato, aquilo que as pessoas fazem, ele vai ditar as ordens. Eu não creio que seja possível servir ao Senhor e servir a um contrato ao mesmo tempo. É necessário saber quem somos em Deus para que a gente não se deixe levar por absolutamente nada. Eu creio com relação a esta questão de idolatria que é necessário haver ensino no meio da igreja cristã. A própria palavra de Deus fala lá no velho testamento que o povo peca por falta de entendimento. Falta entender a palavra de Deus, falta conhecer aquilo que a bíblia fala a respeito das coisas. Nós não podemos colocar os nossos olhos em homens, nós precisamos estar focados no Senhor Jesus porque Ele sim é o Senhor, Ele sim é digno da nossa adoração, de tudo que nós somos, de todo nosso melhor.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] &#8211; Em uma de suas entrevistas ao Portal SuperGospel, confrontada com a tietagem do povo cristão, você diz: Às vezes nós, igreja evangélica, nos tornamos incoerentes quando apontamos o dedo para igrejas e pessoas que têm e adoram ídolos feitos por mãos, enquanto nós mesmos somos idólatras com relação a pessoas, pastores, líderes, cantores, músicos e outras pessoas em evidência. Esta parece ser uma realidade em todo o Brasil. De uma maneira geral você acha que a igreja evangélica brasileira é idólatra? O que fazer para mudar este paradigma? </span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – A igreja evangélica brasileira, entre outras coisas, tem se tornado idólatra e isso é algo que nós precisamos cuidar, porque desagrada muito o coração de Deus. Eu tenho aprendido através da palavra de Deus que existem duas coisas que Deus odeia. Claro que Deus odeia o pecado num todo, mas Deus sempre odiou e sempre abominou a idolatria e a injustiça social. Eu creio que estas coisas estão muito ligadas. Quando o povo de Deus não assume o seu lugar na sociedade, não cuida dos pobres, das viúvas, dos estrangeiros, dos órfãos, ela esta privando a sociedade de ver os seus frutos em Deus, de ver que existe um Deus que é um Deus de justiça, de paz, de verdade, de alegria, um Deus que age, um Deus que é vivo. Como o próprio Jesus disse: &#8220;Assim brilha vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem ao vosso pai que esta nos céus&#8221;. As pessoas vão glorificar a Deus quando eles virem em nós as suas obras de justiça, as obras feitas pelo Espírito Santo, não simplesmente pela nossa cabeça, mas obras feitas pelo Espírito. Eu creio que é tempo da igreja se levantar na força do Senhor e praticar as obras que vem do Espírito Santo de Deus. Com relação a idolatria, a gente está muito acostumado a olhar para as plataformas e ter nelas o nosso único espelho. O nosso único alimento vem das plataformas, isso não deve ser assim. A unção de Deus esta disponível para todos, a presença do Senhor é disponível para todos. Hoje, nós somos o templo do Espírito Santo. O véu que nos separava da presença de Deus foi rasgado de uma vez por todas. Não existe mais separação entre nós e Deus, e eu creio que é tempo da igreja se posicionar nesse sentido. Cada um que é membro&#8230;você que é membro de igreja, você tem um potencial em Deus muito grande. Se você buscar a face do Senhor, se você orar, jejuar, ler a palavra de Deus, Ele tem coisas tremendas para te revelar. Eu creio que é tempo da gente tirar os nossos olhos das plataformas porque as pessoas que estão nas plataformas são gente como a gente, que erra, que tem problemas, que tem conflitos, que passam por épocas difíceis em suas vidas e é tempo da gente olhar para o Senhor Jesus. O apóstolo Paulo falou&#8230;&#8221;Sede meus imitadores como eu sou de Jesus&#8230;&#8221; Nós temos tentado imitar o Senhor Jesus naquilo que a gente faz e por muitas vezes não conseguimos por causa da nossa humanidade e por causa de coisas que nós precisamos ainda abrir mão e morrer para nós mesmos. Eu creio que é tempo da gente tirar os nossos olhos dos homens propriamente e começar a depender do Senhor Jesus porque ele é o Senhor, Ele é o Senhor da igreja, Ele é a Rocha Inabalável, Ele é aquele que nunca vai ser deposto do seu trono, Ele é aquele que nunca vai errar comigo, que nunca vai me deixar, que nunca vai falhar e é nEle que eu preciso confiar, é nEle que a nação brasileira, que a igreja brasileira precisa estar plantada, alicerçada.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – Com relação a família: O que muda na sua vida profissional quando tiver um filho? Você daria uma pausa no teu ministério?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – Eu acho que ia mudar tudo né? Ia mudar tudo com certeza. Por isso a gente esta esperando o tempo de Deus. Estamos em um momento em que a gente ta viajando bastante e enquanto a gente tem força a gente quer ir, quer fazer a obra, quer estar com a igreja, estar com as pessoas e estar abençoando né?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – Uma pergunta e na realidade uma curiosidade ao mesmo tempo. Esse logo que vocês utilizam agora tem algum significado ou foi feito justamente pra simbolizar o ministério Nívea Soares. Ele é bem elaborado e tal jovem e clássico ao mesmo tempo&#8230; </span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – (Risos) Aham, ele foi feito pelo Marcos ficou bem legal e acho que uma marca mesmo que a gente fala muito é a cruz né? É por causa da cruz que a gente está aqui, hoje. Então achei que ficou bem legal, bem jovem, ao mesmo tempo clássico. Ficou jóia assim bahhhhh&#8230; o Marcos caprichou.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[OBPC] – Bom, pra terminar então&#8230; Gostaria que você deixasse uma palavra para os nossos leitores?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">[Nívea Soares] – Eu acho que o mais importante é não deixar morrer a fome e a sede. É um risco que todo mundo corre de se acostumar, se acostumar com a unção se acostumar com o ambiente da igreja, se acostumar com os ministros, se acostumar com, enfim&#8230; se acostumar né&#8230; E, o que é se acostumar? É tornar algo comum. A presença de Deus é algo valioso, mas quando ela se torna algo que aos nossos olhos é comum sabe&#8230;</span></p>
<p><span style="color: #888888;">&#8230;É um risco muito grande que a gente corre. Não é algo comum. A gente tem que ter essa fome, essa sede, pra gente não se acomodar. Acomodação é um perigo muito grande. A gente se esquece com muita facilidade de que a gente precisa do Senhor. A gente se envolve com o mundo, com muita facilidade porque é muito gostoso né? É muito confortável estar aqui, sentado nesse sofazinho, é&#8230; dormindo na minha caminha, sentado no culto de domingo ouvindo meu pastor falar&#8230; é muito bom, é muito confortável. A pessoa no seu emprego ganhando seu dinheirinho e tal&#8230; vivendo legal, comprando seus carros e comprando seus bens e adquirindo coisas&#8230; O mundo é bom, é gostoso e a nossa carne quer cada vez mais se envolver com o mundo, com as suas paixões, com aquilo que o mundo acha que oferta, com o que o mundo acha que é bom&#8230; Mas o que a palavra de Deus nos diz é isso: “Não vos conformeis com este século”. Não se conforme com esse século, se renove pela transformação do espírito. Não se conforme com o pecado, não é comum, não é normal isso. A presença de Deus tem que ser prezada. Ela tem que ser tratada com carinho. O apóstolo Paulo falou isso né &#8230;Então, que Ele ache liberdade de passear, de estar no nosso meio, pra que Ele encontre um lugar confortável&#8230;</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://conselhonacional.org.br/2009/05/04/nivea-soares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Cristianismo Criativo</title>
		<link>http://conselhonacional.org.br/2009/05/04/cristianismo-criativo/</link>
		<comments>http://conselhonacional.org.br/2009/05/04/cristianismo-criativo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 May 2009 14:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rafael</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[esquerda3]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://conselhonacional.org.br/?p=108</guid>
		<description><![CDATA[Entrevista &#8211; Steve Turner
Por Oziel Alves
Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #888888;">Entrevista &#8211; Steve Turner</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;">Por Oziel Alves<img class="alignright size-thumbnail wp-image-114" title="1939305_4" src="http://conselhonacional.org.br/wp-content/uploads/2009/05/1939305_4-150x150.jpg" alt="1939305_4" width="150" height="150" /></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong>Imagine um mundo repleto de artistas. De seres humanos especialmente criativos e devotados à música, literatura, teatro, pintura. Imagine um mundo de concertos e óperas, em teatros ou praças públicas. Idealize quadros e esculturas; estilistas, coreógrafos, cenógrafos. Abra um livro imaginário e passeie pelo conteúdo. Adapte para as telas do cinema, da TV e pare.</strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;"><strong>Pense e imagine tudo isso sendo elaborado por cristãos. Que impacto teria na sociedade? A igreja ignoraria Shakespeare por escrever Romeu e Julieta, Hamlet ou Macbeth? Ou se orgulharia do dramaturgo da mesma forma que enche a boca para dizer ao mundo que C.S.Lewis, o escritor de Crônicas de Nárnia, era cristão? </strong></span></p>
<p><span style="color: #888888;">Steve Turner é autor do livro Cristianismo Criativo? (Editora W4) e defende a idéia de que o artista não precisa sacralizar sua arte para ser aceito pela comunidade cristã quando se converte ao Evangelho. Para ele, a arte cristã deve ser estendida e propagada para além dos templos. E, ao lançar este desafio aos artistas – o de continuarem produzindo arte secular, leva em consideração apenas a importância do testemunho e da ética cristã. Ele quer ver os cristãos revolucionando a arte contemporânea, embora não espere que esta mesma arte, por si só, converta pessoas, mas espera que ela seja boa o suficiente para despertar no apreciador da obra de arte o interesse pela vida e pelo testemunho de seu autor. “Esta é uma das chances de ser luz nas trevas. Se não estamos presentes nas artes, negamos às pessoas a oportunidade de se depararem com a nossa perspectiva”, diz ele.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">Esse escritor inglês, residente em Londres e membro da igreja All Souls, em Langham Place, é também jornalista, poeta, crítico musical e consultor de empresas na América e na Europa. É colaborador das revistas Rolling Stone, Q, Christianity Today, e dos jornais The Mail on Sunday e The Times. Dentre seus vários livros estão Hungry for Heaven, Conversation with Eric Clapton, U2: Hattle and Hum, Van Morrison: Too Late to Stop Now e The Gospel According to the Beatles, entre outros. Também escreveu alguns livros infantis, sendo o primeiro deles The Day I Feel Down the Toiled, que já vendeu 120 mil cópias. Conversamos com Turner e, de suas idéias um tanto incomuns, e elaboramos a entrevista que segue abaixo.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Em seu livro Cristianismo Criativo?, você critica a música gospel pela delimitação e pela falta de criatividade nos assuntos tratados. De certa forma, você sugere que a música também caminhe para uma visão de mundo cristã, isto é, com letras que protestem contra o aborto, peçam o cancelamento da dívida dos países do Terceiro Mundo, dignifiquem o trabalho de um limpador de rua, etc. Além dessas idéias, que caminhos um músico cristão deve seguir para desenvolver a criatividade com sabedoria?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – O primeiro artista citado na Bíblia é Bezalel, filho de Uri (Ex 35.31). Ele diz que o espírito de Deus o presenteou com habilidade, sabedoria e conhecimento. Da mesma forma, nós precisamos de todas essas coisas. A habilidade é básica e esta você precisa desenvolver. O conhecimento você adquire através do estudo. E quando falo de conhecimento, também me refiro a um nível mais profundo de discernimento. A sabedoria, diz a Bíblia, começa com respeito e temor a Deus. Então, como artista, é necessário ter todas essas características, pois o ofício em si não é suficiente.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Como um músico cristão pode ser relevante na igreja e na sociedade? O que você acha de o músico cristão tocar fora da igreja?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Se um músico fosse se converter, sua primeira reação provavelmente seria dizer: “Agora eu quero utilizar a bênção que recebi para o serviço de Deus”. Ótimo, mas no entendimento instantâneo das pessoas, ele provavelmente começará a cantar músicas evangélicas, especialmente em igrejas. Agora, se um encanador se torna cristão, nós não temos a tendência de pensar que ele só fará reparos no encanamento de igrejas. Então, eu quero encorajar os artistas que se convertem que considerem o fato de permanecerem onde estão, mas com uma atitude renovada em relação ao seu trabalho. Se todos os artistas que se tornarem cristãos se envolverem somente com o evangelismo, de modo geral, eles estarão negando sua cultura e os benefícios de sua habilidade e sua capacidade criativa.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Você diz que cresceu “dentro de um evangelicalismo que não preparava as pessoas para um papel dinâmico na cultura secular”. Como você considera a formação do cristão contemporâneo em relação a esta preparação?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – A coisa boa a respeito da maneira como fui criado é que nos foi passado um grande conhecimento das Sagradas Escrituras e isso realmente nos marcou, pois percebemos que nossa relação com Deus era a coisa mais importante. Havia uma série de condenações, como o cinema, por exemplo, entre outras coisas. No entanto, sou até capaz de aceitar que aquilo era uma tentativa, embora discutível, de aplicar os valores bíblicos à cultura. Hoje em dia, o problema em ser mais liberal com relação a essas proibições é que isso pode tornar as pessoas meras consumidoras da cultura secular. Não há uma tentativa de filtrar a cultura através de um entendimento bíblico. Aliás, o conhecimento bíblico de hoje é muito superficial. Uma vez alguém me disse: “O cristianismo norte-americano tem 5 quilômetros de extensão e meio centímetro de profundidade”.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Você se opõe à idéia de separação entre a vida secular e a vida espiritual. Quais são os seus argumentos?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Era a filosofia grega, especialmente Platão, que separava o sagrado do secular. Ele achava que o corpo humano e suas necessidades nos impediam de obter uma maior aproximação de Deus. Os cristãos adotaram essa postura e agem como se a coisa mais importante da vida fosse orar, ler a Bíblia e louvar. Agem como se comer, amar, brincar e trabalhar fossem nada mais que intrusos em nossa vida. A visão da Bíblia é que Deus nos criou para amar e orar, para comer e louvar, para brincar e evangelizar. Ele nos vê como pessoas completas e gosta de nos ver integrados nessas atividades. O resultado desse pensamento culposo é que os cristãos têm uma ideologia de oração e gerenciamento de igrejas, mas não de trabalho e lazer. <strong><span style="text-decoration: underline;">OBPC</span></strong> – Inegavelmente, a arte pode ser vista como manifestação de rebeldia e descontentamento em relação às regras ou a um sistema por completo. Através dela é possível brincar com o perigo sem risco direto. As palavras podem não representar o óbvio e, assim, “muito belo” pode significar “muito feio”, enfim. A arte concede ao artista a oportunidade de expressar sentimentos e pensamentos, sem medo de represálias.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC &#8211; Em relação ao estigma de que &#8220;todo artista é rebelde”, qual é a sua contraposição?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Penso que os artistas são mais idealistas do que propriamente rebeldes. Eles costumam idealizar uma sociedade perfeita porque têm imaginação para isso. E, também, pelo fato de que normalmente trabalham sozinhos, não tendo, assim, a mesma mentalidade das pessoas que trabalham em uma empresa. Eles não têm que obedecer às mesmas regras e códigos de conduta. Alguns artistas desenvolvem uma espécie de “rebeldia aceitável” – aquele tipo de rebeldia que não chega a incomodar a sociedade, mas que ao final é recompensada pela mesma.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – A arte dramática está entre as maiores oposições do cristianismo. Jovens que sonham com as carreiras de atores e atrizes seculares, não raro, são aconselhados por líderes a desistirem de seus objetivos. O principal argumento é de que essas práticas, desde as primeiras oficinas, exigem do artista representações físicas impróprias ao cristão. Alguns desistem dos sonhos e dificilmente superam a frustração. Muitos se auto-reprimem, outros abandonam a fé. Como conhecedor das influências do mundo artístico, qual a sua posição frente à inclusão do cristão nas artes dramáticas?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Atores encarnam personagens criados pela mente do autor e isso é realmente complicado, porque não é comum encontrar um escritor que crie personagens que façam o intérprete cristão se sentir cem por cento à vontade. Quando falamos sobre o que um autor deve ou não fazer no palco, acho que a coisa mais importante é a mensagem do filme ou peça teatral. A mensagem de Macbeth, por exemplo, é mostrar o que acontece quando você permite que o demônio domine suas ações. Agora, para representar bem esse tipo de papel, você tem que encarnar o personagem. Acho que os cristãos deveriam analisar melhor a questão da idolatria e não se aterem à tentativa de ser como Deus.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – E quanto à questão do beijo, ou fazer um papel sensual? Você acha que é inadmissível perante a fé cristã? É possível atuar em uma peça escrita por um dramaturgo não cristão? Se sua resposta for não, você acha que os atores e atrizes cristãos deveriam desistir de seus sonhos?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Nós não devemos pensar em “temas cristãos”. Deveríamos pensar em verdade e excelência. Quando pensamos em temas cristãos, nos vêm à mente histórias bíblicas e histórias de pecado, arrependimento e conversão. Hanz Rookmaaker, um estudioso da história da arte, costumava dizer que deveríamos questionar toda e qualquer obra artística com as seguintes perguntas: “Ela é boa tecnicamente?”, “Tem integridade?”, “É verdadeira?”. Algumas músicas dos Rolling Stones ou da Madonna podem passar nesses três critérios, enquanto alguns hinos podem falhar em um ou dois. Se eu leio um poema, não me pergunto se ele é cristão, mas se foi bem escrito, se o autor atingiu seu objetivo ou se tem coerência com a verdade da maneira que eu a conheço. As pessoas devem lembrar que os artistas normalmente não são chamados a serem evangélicos; logo, não podem ser julgados de acordo com esses padrões. Uma pintura ou uma dança não é um sermão disfarçado. De que maneira um médico cristão poderia ser julgado? Pelo número de pessoas que ele evangelizou? É claro que não! Julgamos um médico pela sua capacidade de diagnóstico, bem como por sua competência em tratar doenças e também pela maneira de lidar com os pacientes.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Cristianismo e moda sempre estiveram separados por um precipício denominado “vaidade”. Esta é outra área da arte em que a presença do cristão é praticamente nula. Os comentários de que o homossexualismo e a prostituição povoam os bastidores, sobretudo em início de carreira, sustentam o preconceito. Você vê alguma objeção em um cristão desfilar nas passarelas do mundo fashion?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Eu sei que há cristãos trabalhando no mundo fashion aqui em Londres, em Nova York, em Los Angeles&#8230; Acho que eles deveriam ler o que a Bíblia diz sobre as roupas. Em primeiro lugar, precisamos de roupas para cobrir a nossa nudez (Gn 3.21). Em segundo, há um valor de beleza e estilo naquilo que Deus criou. Veja como Deus cobriu os animais e as flores. Em terceiro lugar, não devemos ser provocativos, nem fazer com que os outros tenham pensamentos libidinosos. Em quarto, não devemos sugerir que a beleza exterior é mais importante que a beleza interior (Pe 3.3; 4.1; Tm 2.9-10). Em quinto, não devemos ostentar roupas caras enquanto outros não têm o que vestir. E, finalmente, não devemos usar roupas para elevar o nosso ego nem para nos sentirmos superiores em relação aos outros. Nunca estudei moda especificamente, mas esses pensamentos vêm à tona à medida que respondo a essas perguntas. A Bíblia apenas nos dá orientação, por isso é muito emocionante poder colocar esses ensinamentos em prática. Há inúmeros exemplos de grupos que pensam que o vestuário cristão significa usar roupas que não reflitam nenhum traço de personalidade, fazendo-as lúgubres e sem forma, mas eu não acho que essa seja a aplicação correta desses princípios.Sobre a questão da prostituição e do homossexualismo, não concordo que isso necessariamente faça parte do mundo fashion. Você não tem que ter nenhum vício nem estar propenso a algum tipo de pecado para ser capaz de elaborar roupas. Talvez a pergunta seja: se há tantas pessoas no mundo da moda, isso o torna um meio perigoso? Depende do quão suscetível às influências um cristão possa ser. Você precisa ser realista no que diz respeito à sua fraqueza. As pessoas costumavam dizer que os teatros eram pontos de encontro de prostitutas, razão pela qual os puritanos tentaram fechá-los. Ninguém diria isso hoje em dia. Se houvesse mais cristãos no mundo, talvez fossem as prostitutas que estivessem mais preocupadas com o próprio espaço nesse universo. O vestuário é algo fundamental, por isso o seu processo de criação e fabricação deve ser algo bom, não havendo razão alguma pela qual algum pecado em particular deva integrar o mundo fashion.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Quais são as maiores demonstrações de criatividade na Bíblia?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TUNER – A Bíblia em si. A mistura de história, oração, música, poesia, biografia, leis, cartas e visões é que criam esse “livro” tão especial.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Como os cristãos podem se mostrar eficientes nas artes?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – Da mesma maneira que não-cristãos tornam-se bons em alguma arte. Aprendendo com o passado, aprendendo com o seu ofício, absorvendo tudo o que é possível, sendo aberto a críticas, conhecendo-se a si próprio e desenvolvendo uma visão mais abrangente de mundo. Há um erro comum que consiste no fato de as pessoas imaginarem que os cristãos buscam evitar o trabalho árduo, limitando-se a orar. Há muita verdade no ditado que diz “Deus ajuda quem cedo madruga”. Paulo estudou as Sagradas Escrituras até que Deus o acolheu como preciosa matéria-prima e fez dele uma pessoa fundamental na história cristã.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Quando a arte é prejudicial à vida cristã?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – A arte pode ser perigosa, assim como a comédia. Ela ultrapassa o nosso sistema de defesa. Nós entramos em contato com uma idéia que não pode ser refutada. Contudo, se algo é considerado como obra de arte, nós a imaginamos como sendo moralmente neutra, mesmo que ela tenha, de forma discreta, elementos que vão de encontro a nossos princípios morais.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Qual a melhor forma de utilizar a arte na igreja?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – As artes já são utilizadas na igreja, quando entoamos uma canção, assistimos a um vídeo ou construímos uma nova igreja. Nessas três citações utilizamos a mão-de-obra desses artistas. Por isso, cristãos que são artistas podem sempre melhorar a qualidade de tudo, desde capas de livros, músicas ou revistas cristãs. Desde que haja cristãos trabalhando no meio artístico, acho salutar que a igreja crie possibilidades de discussão. A Igreja ora pelos artistas. Ela é capaz de os entender, encorajar e ouvir, pois os artistas estão em mais freqüente harmonia com suas respectivas culturas. No entanto, não vejo o trabalho dos artistas na cultura como algo que deva ser organizado pela igreja. Quando realizo o meu trabalho, sou como o encanador ou o médico cristão. Busco entender meu próprio trabalho da maneira cristã de fazê-lo e eu acho que estou indo bem.</span></p>
<p><span style="color: #888888;">OBPC – Atualmente têm surgido, em especial em países de primeiro mundo como Estados Unidos, Austrália e Europa, as chamadas Igrejas Criativas, citando Lakewood, LifeChurch e Hillsong. Algumas delas investem muitos recursos no desenvolvimento de arte, seja ela radiodifusiva, virtual, musical, teatral, cinematográfica ou editorial. Como você vê esta “nova geração de igrejas”?</span></p>
<p><span style="color: #888888;">STEVE TURNER – É perigoso tornar a igreja em outra experiência criativa, imaginando que podemos competir com Hollywood e que devemos fazer tudo o que pudermos para chamar a atenção das pessoas. Embora eu ache que devemos sempre melhorar a comunicação, tenho consciência de que não podemos jamais deixar de confiar na poderosa Palavra de Deus. Eu lembro de um musical a que assisti há muitos anos que dizia: “Tudo é efeito, mas sem efetividade”. Nós devemos evitar isso.</span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://conselhonacional.org.br/2009/05/04/cristianismo-criativo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

