“As Parábolas de Jesus Cristo”
“Os discípulos se aproximaram dele e perguntaram: ‘Por que falas ao povo por parábolas? ’. Ele respondeu: ‘A vocês foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos céus, mas a eles não. A quem tem será dado, e este terá em grande quantidade. De quem não tem, até o que tem lhe será tirado. Por essa razão eu lhes falo por parábolas. Porque vendo, eles não vêem e, ouvindo, não ouvem nem entendem’” (Mt 13.10-13).
De alguma forma os discípulos perceberam a mudança didática do Mestre. Ao que parece, Jesus, quando inicia essa série de parábolas, tem a nítida intenção de punir toda incredulidade daqueles que o seguiam por motivos puramente materiais.
Alguns autores destacam a diferença no discurso e procedimento de Cristo, contido no capítulo seis do Evangelho de João; pois do versículo um ao quinze, nosso Senhor socorre aos necessitados de cura e libertação (vv. 1, 2) e faz a multiplicação dos cinco pães e dois peixinhos (vv. 5-13) a fim de alimentar os famintos. Mais tarde, Jesus percebeu que a maioria daqueles “seguidores” era na verdade interesseiros (v. 26), buscavam apenas a satisfação das necessidades básicas da vida. Então, dos versos 22 em diante Ele faz uma exigência à multidão, que escandalizou até os seus discípulos mais próximos (v. 66).
Talvez seja por isso que Jesus afirmou aos doze, que usava parábolas para ensinar algo importante, mas que, em primeira instância, não seria acessível a um falso seguidor. Diferente disso, o Mestre permite que seus fieis seguidores saibam, com detalhes, profundas revelações do Reino de Deus. Mais tarde, por exemplo, a parábola do semeador, foi explicada para o grupo dos doze (Mt 13.18-23).
Parábolas não são novidades para os autores do Novo Testamento, porque nas Escrituras do Antigo Testamento há inúmeras delas (ex: A ovelha – 2Samuel 12.1-4; o vinhedo – Isaías 5.1-7). Ao todo são cerca de 40 parábolas contadas por Jesus em todo o Novo Testamento. Além das clássicas parábolas, encontramos também outras pequenas histórias, que olhadas com mais cuidado, deixam transparecer preciosas lições morais, éticas e, sobretudo espirituais, que os autores dos Evangelhos registraram durante o curto ministério de Jesus Cristo.
Na presente revista, o professor Fabiano Gomes, faz um estudo preciso do texto sagrado, enfatizando alguns pontos mais salientes nas parábolas e histórias escolhidas. Claro, que não foi possível aprofundar o comentário, em razão do pouco espaço disponível, mas o estudante atencioso irá extrair verdadeiras “pérolas” espirituais nas revelações bíblicas trazidas pelo autor.
Um fato importante a ser considerado no estudo das parábolas de Jesus é que o Mestre nunca usou uma parábola ou história fictícia ou artificial. Tudo estava estritamente ligado ao cotidiano das pessoas. Observamos essa verdade, por exemplo, no uso do indispensável sal da culinária (lição 01), ou da parábola dos dois fundamentos (lição 02). Como vimos, Ele empregava algo familiar para os seus ouvintes, ou mesmo para os seus discípulos, e trabalhava um tema importante da vida com Deus (lições 11 e 12), ou mesmo do relacionamento interpessoal (lição 10).
Acreditamos que essa revista deverá ser a primeira de uma série. Então, bom estudo, e que Deus em sua infinita graça e bondade lhe permita extrair ao máximo de aplicação à sua vida diária, e que dessa, ocorra o seu necessário crescimento espiritual, para a glória de Deus.
Pastor Walter Bastos;
Diretor JUNEC

