O Perigo dos “Jargões Evangélicos”

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Doutor em Lingüística pela UFRJ, alerta para barreira criada entre cristãos e não cristãos na hora de falar o “evangeliquês”.

Não é muito difícil conversar com uma pessoa e perceber que o vocabulário dela contém algumas palavras que possam ser diferente do seu, mas que certamente irá caracterizá-lo a um grupo específico de pessoas. Por exemplo, o pessoal da informática tem diversas abreviações de palavras ou ainda de termos em inglês, que para quem não conhece fica completamente perdido na conversa. Da mesma forma, também tem os góticos, médicos, funkeiros etc.

Na comunidade cristã não é diferente, os jargões muitas vezes completam uma frase que pode não fazer sentido algum para quem não professa a mesma fé. Por exemplo, quando alguém pergunta: “E aí como foi o congresso de jovens?” E o crente responde: “Ah, foi uma benção, Jesus operou maravilhosamente. O pastor pregou com muita unção e a cantora apresentou seu cd, que era um sonho que estava no coração de Deus. A igreja recebeu muito poder e recebeu muito poder e teve manifestações de curas e milagres”. Se colocarmos esta frase ao pé da letra, nada faz sentido, mas qual crente não entende completamente o que foi dito? Na verdade, essas expressões são conhecidas como jargões, que quer dizer, todas as palavras que embora o sentido possa não constar no dicionário ainda, contudo já tenha caído em uso comum.

O glossário evangélico fica mais evidente quando se trata das igrejas pentecostais, onde há espontaneidade dos cultos e maior abertura para manifestações do Espírito Santo. “Levita”, por exemplo, não é conjugação do verbo levitar. Trata-se do crente que exerce alguma atividade ligada ao louvor. Entrar na carne não é ir à uma churrascaria e sim sair dos mandamentos de Deus.

São muitas as palavras utilizadas pelos crentes, “canela de fogo”, “reprepré”, “benção”, “misericórdia” e milhares de outras. Porém engana-se quem acredita que isso é uma criação da sociedade moderna. O Professor e doutor em Lingüística pela UFRJ, Nataniel Gomes, explica que os jargões evangélicos surgiram a partir do uso da Bíblia, escrita em outra cultura, num outro tempo e por um outro povo.

“O uso freqüente faz com que acabemos utilizando tais expressões como nossa identidade. São expressões que uma boa parte da população não conhece. É necessário cuidado no uso deste tipo de vocabulário. O abuso no emprego de jargões cria uma barreira entre cristãos e não-cristãos, inclusive, com um vocabulário que identifica aqueles que dominam e os que não dominam o falar ‘religioso’, que pode conter um ar de espiritualidade que afasta e causa estranhamento”, alerta Nataniel.

Além disse, diz ele, há uma ligação entra a teologia da prosperidade e o uso de algumas expressões que são usadas fora do contexto. Elas fazem parte do contexto de Israel no Velho Testamento e acabam sendo ditas de forma irresponsável, como aquela que diz que os cristãos ‘são cabeça e não cauda’, entre outras atrocidades lingüísticas.

Por Diane Duque
Extraído da Folha OBPC – Edição nº43 / outubro de 2009

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Os Direitos da Água

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Preocupada com a inevitável falta de água e a poluição assustadora da água potável no mundo, em 22 de março de 1992 a ONU instituiu o Dia Mundial da Água como forma de levantar discussões e gerar conhecimento sobre o fato que o bem mais preciso do planeta etá em apuros.

Estima-se que somente 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável para as (até agora) seis bilhões de pessoas no planeta por isso vale a pena a preocupação mundial.

A ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água”. Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Todo o ano a ONU divulga um tema a ser abordado, o tema desse ano é “Água limpa para um mundo saudável“.

Os temas dos anos anteriores foram:

2009: Água e saúde
2008: Saneamento
2007: Lidando com a escassez de água
2006: Água e cultura
2005: Água para a vida
2004: Água e desastres
2003: Água para o futuro
2002: Água para o desenvolvimento
2001: Água e saúde
2000: Água para o século XXI
1999: Todos vivem rio abaixo
1998: Água subterrânea: o recurso invisível
1997: Águas do Mundo: há suficiente?
1996: Água para cidades sedentas
1995: Mulheres e Água
1994: Cuidar de nossos recursos hídricos é função de cada um.
A partir de 2001 ficou restrito a cada país a adoção da Agenda 21.

O que eu e você podemos fazer para ajudar/comemorar a data?

Precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Como crentes, não podemos deixar de dar o exemplo, cuidarmos da água como bem que Deus nos deu para sobrevivência e usufruir dele de forma cautelosa para não haver desperdício!

Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Baixar e divulgar o material disponível no site http://www.unwater.org/worldwaterday

E principalmente, conscientizar nossa família, vizinhos e amigos sobre o fato.

Base no site: http://vineyardcafe.com.br/blog/?p=732

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Agenda das Convenções para 2010

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agenda


Setembro de 2010

Dias 17-19/09/ Assembléia em RS e MG/ Gramado – RS e Belo Horizonte – MG

Outubro de 2010

Dias 08-10/10/ Assembléia no Rio de Janeiro/ Rio de Janeiro – RJ
Dias 15-17/10/ Assembléia no Espírito Santo/ Colatina – ES

Novembro de 2010

Dias 05-07/11/ Distrito Federal/ Brasília – DF
Dias 12-14/11/ Goias e Tocantins

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Conheça a Editora OBPC!

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editora-OBPCConheça a Edtora OBPC e as publicações oficiais da Casa Publicadora da Igreja O Brasil Para Cristo.

Folha OBPC
O jornal oficial da denominação – Matérias josrnalísticas, colunistas especialmente convidados, artigos, opinião e o que a denominação pensa…

Revista de Estudos Bíblicos
A revista de Estudos Bíblicos da Igreja OBPC já está sendo utilizada em nossas igrejas por todo o país. Assuntos que formam a visão teológica e de vida cristã em nossa denominação. Para Escola Bíblica, pequenos grupos, cultos domésticos, e muito mais.

Impressos e Materiais Diversos
A Editora OBPC tem como objetivo publicar através da JUNEC – Junta de Educação Cristã da Igreja OBPC os assuntos que fundamentam nossa fé cristã e nossa visão teológica.

Conheça os materiais da Editora OBPC!
Fone: (51) 3325.2477
e-mail: editoraobpc@conselhonacional.org.br

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Conectando-se às pessoas

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1701-1252778335sH8nO dilema do ser humano sempre foi conectar-se adequadamente a outros indivíduos. Tentando teorizar a respeito destas conexões, há milhares de livros de auto-ajuda facilmente encontrados em qualquer livraria. Há inclusive quem afirme que, da felicidade ao sucesso financeiro, tudo depende primordialmente de como nos relacionamos.

Alguns defendem que a expressão “conexão” está intimamente ligada ao momento tecnológico em que vivemos, principalmente pela influência da internet no cotidiano urbano. Mas é muito mais do que isso. O sucesso de cada ferramenta que surgiu nos últimos 10 anos da internet é como uma resposta ao anseio de conectar-se e comunicar-se que está dentro de cada indivíduo. Isso é da natureza humana. Divinamente moldada pelo Criador.

Já percebeu como um culto pode parecer chato e entediante? Por que isto acontece se o conteúdo da mensagem transmitida continua o mesmo em dois mil anos de cristianismo? A resposta é óbvia. Perdemos a capacidade de interagirmos com o público. Até mesmo nas conversas mais informais, há uma tendência natural de que as gerações se distanciem pela maneira de conceber o mundo e expressar isto em palavras.

Enquanto a idade nos faz buscar estabilidade em todo os aspectos da vida (do humor à realidade financeira), as próximas gerações não estão nem um pouco preocupadas com isto. Cada indivíduo da geração seguinte sente-se livre para contemplar um mundo que vai além da segurança e do conhecimento empírico adquirido pela geração anterior. Este é o poder que todo adolescente sente… a sensação de poder enxergar mais que o mundo inteiro! E será que estão errados?

Como então nos conectarmos às pessoas desta geração? É bem simples. Basta renunciarmos a nossas posições confortáveis. É indispensável que a “verdade” não seja dissociada do contexto cultural e secular. Não há (e talvez nunca houve) uma separação entre gerações e culturas; nem tampouco entre secular e sacro. Tudo sempre esteve diretamente conectado. Então, compreendendo como tudo está interligado, passamos a nos relacionar com os indivíduos em todos os aspectos possíveis. Influenciamos e nos deixamos influenciar não apenas pelos conceitos filosóficos, mas também pelas cores, pelos sons e pelos aromas. Vivendo em meio a esta geração, sobrarão oportunidades de revelar a imensidão de um Deus que é cheio de detalhes e infinito em possibilidades.

Talvez nossa dificuldade esteja no fato de que nós mesmos não conhecemos Deus nesta profundidade. Preferimos permanecer na segurança do Cristo distante, que não participa de toda expressão artística, por causa de sua provável aparência humanista.
Até o sentido de “humanista” fica diluído ao nos relacionarmos com Deus e com as pessoas nesta intensidade. O ser humano deixa de ser o poderoso anti-cristo e passa a ser parte de uma criação maravilhosa e perfeita. Caída sim, mas ainda cheia da graça de Deus que se estende sobre toda a terra.

Quanto ao culto entediante, há maneiras simples de evitar isto. É preciso que cada indivíduo sinta-se parte do todo. As conexões pessoais devem ser intensas. Estas conexões se expressarão intensas também coletivamente. A pregação deverá deixar de ser um mero sermão e passará a ser uma história fantástica sobre pessoas de verdade. Pessoas acessíveis e humanas como você e eu. No meio de cada história, haverão dezenas de oportunidades para explicações expositivas. Mas o principal é como uma pregação possui o poder de conectar-se pessoas. Há nelas o poder de tirar um indivíduo da cadeira, levá-lo a mundos que ele nunca imaginou. Haverá choro, riso e êxtase em cada instante. Cada palavra será inesquecível. Marcará as pessoas como fogo. E terminará trazendo todos de volta à realidade, mas com o desafio de elevarem-se diariamente às dimensões maravilhosas que somente a palavra de Deus é capaz de apresentar.

Como transformar seu “sermão” nisto? Comece VIVENDO intensamente todas estas coisas. Naturalmente as pessoas acreditarão quando tudo isto for verdade em sua própria vida. Daí em diante, não saberá falar de outras coisas. Não saberá mais como evitar as conexões com todos que estiverem à sua volta. E aqueles que se permanecerem se afastando do relacionamento, serão expurgados pelas intenções de seus próprios corações.

Igreja. Conexões. Cultura. Música. Cores. Evangelho. Como dissociar estas palavras?

Não é possível ser um autêntico cristão enquanto não assumirmos o grau necessário de exposição de nossas vidas. Quem não está disposto a ficar nu diante do mundo, jamais exercitará a plenitude de sua capacidade de conectar-se às pessoas que Cristo ama.

Ariovaldo Ramos
Retirado do site :http://www.ariovaldo.com.br/2010/conectando-se-as-pessoas/
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