Obediência

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Pastor Ivan Nunes

Nesta primeira edição da Coluna do Presidente em 2010, eu gostaria de fazer minhas as palavras do Pr. Rogério Nascimento, que escreveu as ministrações para os doze dias de clamor por doze meses de bençãos, com o tema OBEDIÊNCIA.

Ele usou em uma delas os versos 1-23 de 1 Sm. Saul de escolhido de Deus passou a ser rejeitado, não porque Deus mudara, mas porque Saul afastou-se pouco a pouco da vontade de Deus. (V.11) Quando uma pessoa é chamada para a obra de Deus, ela precisa se adequar à vontade de quem o chamou. O comportamento de Saul nos mostra como é fácil para nós começarmos muito bem e terminarmos muito mal. A obstinada desobediência foi a causa da queda do Querubim Ungido e continuou sendo a causa da ruína de muitos profetas, reis, sacerdotes e outros personagens descritos na Bíblia e na história de um número expressivo de pregadores do evangelho, que teimaram e teimam em não observar as lições aprendidas na palavra de Deus.

O fato de alguém ser chamado não lhe dá o direito à autonomia. O conceito de liderança no mundo contemporâneo não é o mesmo do ensinado na palavra de Deus. O líder no sistema mundano precisa ser, competitivo, agressivo, trazendo o resultado estrategicamente pré-estabelecido à sua corporação. Ele precisa ser pragmático, dando prioridade aos interesses previstos e não humanos. O conceito de liderança para Jesus é que o líder deve ser escolhido para servir aos outros.

O líder é empregado do Senhor Jesus, prestando serviço à sua igreja. O que vemos hoje, no entanto, é uma absoluta inversão disso, pois quando observamos um homem que se intitula ministro, isto quer dizer que ele é proeminente, que ele está ali para ser servido. Que ele é quem manda. Que precisa ser obedecido a qualquer custo. Que sua autoridade é infalível. Que ele é absoluto, não obedece e não precisa ouvir a mais ninguém. Que ele pode fazer e dizer o que quiser. Desta forma, a manipulação do povo torna-se fácil, pois as pessoas são manipuláveis.

Se somos membros de uma igreja, então temos chamado e este chamado é para servir ao Senhor e não prestarmos culto e obediência burra a líderes que desejam que o povo os sirvam, como os súditos serviam aos monarcas do mundo antigo. No verso 1º entendemos que: “Quando o Senhor dá autoridade a uma pessoa, esta autoridade deve ser usada por Ele.” Um dom, um ministério, um encargo, ou um chamado devem ser para a glória de Deus.

Qualquer promoção pessoal do dom é manipulação para a pessoa. Qualquer uso para promover glória pessoal é fora dos propósitos do dom recebido de Deus. O dom na igreja é um serviço ao Senhor, qualquer cargo é uma comissão divina e ninguém tem o direito de usar este cargo para buscar sua vontade própria.

Quantos usam seu ministério para promoção pessoal, satisfazendo sua ambição de destaque e criando um reinado para si. Quantas igrejas são divididas e dizimadas, porque alguém achou que podia ou deveria ter seu próprio “pedaço”? Nos VS. 2,3 encontraremos: “Se o Senhor escolhe alguém, esta pessoa precisa mais do que nunca mostrar obediência.” O Senhor diz a Saul: “Eu decidi…” depois diz: “…agora vai, pois…” Esta é a tarefa de uma pessoa chamada- executar a palavra de outro. Se for do Senhor é do Senhor. Se for do pastor, movido pela palavra de Deus, então, é do pastor.

O chamado para a obra seja obreiro, diácono ou diaconisa, presbítero, missionário e até mesmo um pastor está executando a ordem de alguém. A palavra superior é do Senhor, porém, sempre há alguém que deve obedecer. Quantas palavras temos no novo testamento sobre obedecer? “se submeterem uns aos outros…, obedeçam uns aos outros…, advirtam uns aos outros…, cooperem uns com os outros…, honrem uns aos outros…” O que devemos entender de uma vez por todas, é que não existem pessoas, ou não pode haver pessoas autônomas na igreja que estejam livres de obedecer.

No verso 13 encontraremos o seguinte: Se o Senhor escolhe alguém esta pessoa precisa ser íntegra. Saul, quando vê a Samuel se orgulha de sua obediência. Porém, era uma máscara para esconder sua falsidade e desobediência. As palavras de saudação de Saul são lisonjeiras, são convenientes, mas enganosas. A integridade de caráter de uma pessoa revela sua real estatura espiritual. Saul se revelou um guerreiro de primeira grandeza, pois foi para a guerra e venceu os inimigos.

Saul, também se revelou um grande líder, pois convenceu o povo sobre o seu plano de poupar o rei inimigo e ainda guardar os melhores animais, mas não revelou integridade em seu caráter. Um grande potencial, um carisma arrebatador não pode substituir um caráter íntegro exigido por Deus da pessoa que serve ao Senhor Jesus. Saul foi polido e diplomático, mas falso. A saudação dele nos lembra muitas outras que nossa memória traz, mas que somente na hora da prova é que a verdadeira face aparece atrás de muitas máscaras.

Nos VS. 22,23, encontraremos: Se o Senhor escolhe alguém Ele espera sujeição a sua vontade. A humildade e a obediência à vontade de Deus é a ação mais agradável e aceitável por ele a nosso respeito, do que todos os cultos e festas que venhamos prestar. A conformidade com sua palavra e a submissão a Deus e aos líderes que Ele constitui sobre nós são leis para nossa vida. Era muito mais fácil para Saul trazer um cordeiro e queimá-lo em sacrifício do que dispor seu próprio coração a sujeitar-se as ordens de Deus.

Até hoje é assim, é muito mais fácil ir ao culto, cantar, levantar as mãos, dobrar os joelhos em oração, ofertar e dizimar do que se dispor a obediência. A verdade é que, quem não está disposto a ser governado, liderado, mentoriado, ou sujeito a alguém, não está apto nem digno de governar, liderar, mentoriar ou estar a frente de ninguém.

Reflitamos, pois este é o ano em que profetizamos obediência para a vida de nossa denominação. “Sacrifício e oferta não quiseste, mas as minhas orelhas furaste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.” Sl 40.6.

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Projeto Índia – Sim para os Dalits

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Sim para os Dalits

No VI Simpósio em 2008 Deus deu a direção através do contato entre o Pr. Joel Stevanatto e os diretores da OM para que houvesse uma aliança entre estas duas agências missionárias. A Parceria entre as duas agências seria marcada com o foco no trabalho realizado pelo Pr. Josepf de Souza, Indiano, um dos fundadores da OM, dedicado no serviço que atente os Dalits, uam espécie de “sub-raça” daquele País que acredita na existência de “castas” superiores e inferiores entre a população..

Uma nação com mais de 3 milhões de Deuses, capaz de adorar até mesmo ratos e baratas, discrimina absolutamente esta população de milhares de pessoas, sequer dando o direito a educação.india

Para atender esta necessidade, a OM através do Pr. Josepf faz um trabalho de comprar as crianças Dalit, que normalmente são vendidas às castas superiores para servirem como escravos até o final de suas vidas e ao invés disto, proporcionar através de escolas internato, construídas para este fim, a possibilidade de uma educação digna e finalmente mostrar o amor de Jesus.

Já existem dezenas destas escolas em funcionamento, e através desta aliança, é desejo da Missão Desafio também construir uma escola e trabalhar para que missionários nossos sejam enviados e atuem na socialização das crianças Dalits.

Este ano no VII Simpósio demos mais um pequeno passo: Aconteceu o “Pré Lançamento” do Projeto Sim para os Dalits da Missão Desafio, quando foi apresentado pela primeira vez aos presentes o protótipo do livro que será a base desta campanha para a contrução da escola.

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Pr. Joel na apresentação do Livro “Dalits Livres” no Simpósio de 2009, juntamente com o casal que trabalhou na tradução para o Português do original. Mais um marco para a Missão Desafio!

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Haiti

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Número de mortos no terremoto do Haiti passa de 75 mil, diz Defesa Civil

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O terremoto de 12 de janeiro no Haiti deixou 75 mil mortos, 250 mil feridos e um milhão de desabrigados, anunciou a Direção da Proteção Civil haitiana nesta terça-feira (19).

O balanço anterior, fornecido domingo pelo secretário de Estado para a Aflabetização, Carol Joseph, mencionava 70 mil mortos.56871

Haiti precisa desesperadamente de alojamentos para os desabrigados, água, alimentos e equipamentos médicos, disse a Direção da Proteção Civil em comunicado.
Metade dos edifícios de Porto Príncipe e seus arredores foram destruídos no terremoto, segundo a mesma fonte.

Equipes resgataram 121 pessoas com vida de escombros no Haiti

Dados da ONU também confirmam que 8 dos 11 hospitais de Porto Príncipe desmoronaram ou foram seriamente danificados.

Até a noite de terça-feira (19), 121 vítimas do terremoto da semana passada foram resgatadas dos escombros no Haiti.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (Ocha, na sigla em inglês).

A entidade informa também que as operações de resgate chegaram a contar com 52 equipes, somando 1820 profissionais de vários países e 175 cachorros treinados.

Porém, na terça-feira esse número havia sido reduzido para 36 grupos de busca.soldados-brasileiros-escombros-haiti436

Hospitais

Em seu mais recente comunicado, a ONU disse também que, antes do terremoto, o país contava com 371 postos de saúde, 217 centros médicos e 49 hospitais. Dos 11 hospitais e centros médicos da capital haitiana, Porto Príncipe, oito desmoronaram ou foram seriamente danificados.

Segundo a entidade, as principais preocupações das equipes médicas são os traumas causados pelo terremoto, mulheres grávidas e a propagação de doenças como o tétano, “que tem uma taxa de mortalidade de 70%”.

O Ministério do Interior haitiano começou a espalhar soda cáustica sobre corpos e prédios em que os mortos ainda não foram resgatados para evitar a disseminação de doenças.

Auxílio internacional

A Ocha relata que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos aprovou o envio de 16 milhões de refeições prontas para o país caribenho. Na segunda-feira, 14,5 mil refeições do tipo e 15 mil litros de água foram lançados de paraquedas.

Quanto ao programa de captação de recursos emergenciais da ONU para o Haiti, a organização revela que já conseguiu US$ 120 milhões dos US$ 575 milhões almejados, ou seja, 21%.

Além disso, outros US$ 385 milhões devem chegar ao país por outros programas humanitários.

Finalmente, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio de mais 3,5 mil militares e policiais para o país. Com isso, o efetivo da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti, na sigla em francês) chegará a 8940 soldados e 12,6 mil pessoas.

Fonte G1

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Ressurreição de Jesus será tema de novo filme

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“The Resurrection of the Christ” também mostrará a politicagem por trás da crucificação.

O produtor independente Bill McKay está desenvolvendo o filme “The Resurrection of the Christ”, que terá direção de Jonas McCord (“O Corpo”) e roteiro de Dan Gordan (“Hurricane – O Furacão”, “A Profecia Celestina”).

O roteiro se manterá fiel à Bíblia e aos registros históricos, mas terá como foco o poder, a ganância e a ambição das pessoas envolvidas na crucificação de Jesus Cristo – como Pôncio Pilatos, Herodes, o Sumo Sacerdote Caifás e, é claro, Judas Iscariotes.

“O filme é tanto sobre esses personagens-chave, quanto sobre Jesus. Nós queremos trazer a dimensão de ‘Gladiador’ para o século 1, contra o panorama político da época”, declarou o produtor à Variety.

J. David Williams, produtor-executivo, declarou acreditar no potencial comercial do filme, tendo em vista que o último lançamento do gênero – “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson – arrecadou cerca de 610 milhões de dólares mundialmente.

O orçamento de “The Resurrection of the Christ” será de 20 milhões de dólares, com outros 20 milhões sendo alocados para a verba de marketing. O lançamento está previsto para 2011 na época da Páscoa, feriado que celebra a morte e ressurreição de Jesus.

As filmagens devem começar em julho deste ano, na Europa, Marrocos e Israel.

Fonte: Omelete

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A ESTABILIDADE DA FAMÍLIA

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3. A ESTABILIDADE DA FAMÍLIAfamilia

Por Walter Bastos

Referência: Lc 6.46-49

O que é que caracteriza uma família abençoada? É a estabilidade material ou financeira? Absolutamente não! Pois o segredo de um lar feliz é descrito por Paulo nos seguintes termos: “e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor” (Ef 3.17). Deus precisa estar entronizado em cada lar, e o relacionamento familiar precisa ser baseado, alicerçado no amor verdadeiro.

Quando é que Deus habita ou reina em nosso lar? Jesus Cristo responde a essa pergunta por meio da figura do homem prudente descrito na parábola do dois fundamentos. Quem não almeja uma família feliz? Todo casal que planeja seu casamento quase nunca se previne das coisas ruis! Entretanto elas vêm “mesmo sem serem chamadas”, e em não poucos casos, causam grande destruição. Como se prevenir delas? De que maneira podemos ter uma família estável, segura e feliz? A família que está enraizada em Cristo nunca será abalada!

O homem prudente edificou sua casa sobre a rocha;

Ser “prudente” (grego “phrónimos”) é o mesmo que ser sábio na pratica, compreensivo, sensato, que pondera suas palavras e atos. Não faz nada as pressas ou sem refletir. Se vai casar, comprar, conceber filhos, antes de tudo ora e planeja. Só constrói em lugar seguro, debaixo de convicção do Espírito Santo (Rm 14.17).

Ouvir ou aprender os ensinos de Cristo somente tem valor, quando praticados. Pela experiência do novo nascimento (o alicerce para a eternidade – 1Co 3.11) o crente é capaz de praticar a doutrina cristã. Cristo é a “rocha” e sobre ele construímos – pelos tijolos das orações respondidas, novas revelações etc – nosso lar.

Edificar é o mesmo que construir. O termo “casa” que é sinônimo de “vida”, também é uma forma alargada para família. Nosso lar precisa ser bem fundamentado, alicerçado, arraigado ou enraizado em Deus para resistir as inevitáveis “tempestades da vida”, que inundam por “baixo”, sopram dos “lados” e chove por “cima”, menos por “dentro” onde Cristo está entronizado. Em outras palavras, ataques externos jamais poderão destruir a vida ou o lar daqueles que estão em Cristo (Jo 6.37).

Construir uma família estável é trabalhoso, demanda tempo, esforço e principalmente muita graça de Deus. Lucas declara que é preciso “cavar fundo”, romper paradigmas (Gn 25.28), pecados e maldições (Ap 2.5).
O salmista afirma que a casa forte ou firme, é construída pelo próprio Deus (Sl 127.1), que começa por um bom casamento (1Co 7.39); sobre Adão está escrito que após a “clonagem” de Eva, Deus “… lha trouxe” (Gn 2.22). O Senhor tem uma Rebeca e um Isaque para cada um de seus filhos e filhas respectivamente.

O homem insensato edificou sua casa sobre a areia;

A palavra insensato no grego é “morós”, que significa: tolo, estúpido; aquele que reproduz atos irrefletidos e insensatos oriundos de “pensamentos que sobem ao coração provenientes de uma falta de conhecimento ou da incapacidade de fazer decisões corretas” (Rienecker e Rogers, p. 16: 1995). O termo também significa: “que ou aquele que não pensa para fazer as coisas” (Dicionário Sacconi). A principal característica do insensato está no fato dele se apegar ao que é aparente.

Tolo, portanto, é aquele que edifica sobre “areia”, ou constrói sua família sobre ideais, esperanças e prazeres temporais e ou sobre filosofias mundanas, ou seja, em cima do nada. O pior é que ele somente descobrirá isso quando for tarde demais.

Um exemplo clássico de tolice: o Rei Davi permaneceu em Jerusalém, durante a guerra de Israel contra os filhos de Amom (2Sm 11.1-5), quando deveria estar com seu exercito na frente de batalha. Sua ociosidade, autoconfiança (não vigiou) e falta de contentamento o levou a cometer um duplo pecado: adultério e homicídio. Ele conhecia a exigência da Lei: “Tampouco para si multiplicará mulheres” (Dt 17.17); mas a ignorou. Na origem do casamento nunca houve qualquer idéia de poligamia (ou poliginia – Mt 19.4-6).
A insensatez pode vir pela maneira de conduzir as coisas dentro do lar. Grandes homens de Deus fracassaram na educação de seus filhos: Arão (os irreverentes Nadabe e Abiú – Lv 10.1-5); os filhos do sacerdote Eli são chamados de “filhos de Belial” (1Sm 2.12). Cerca de 30% dos presos da extinta “Carandiru” eram filhos de crentes, e quase a metade desses eram filhos de pastor.

Revendo nossa construção e consagrando a família a Deus.

A tolerância e misericórdia de Deus é a causa de não sermos destruídos (Sl 103.8-11), em razão disso, Ele nos dá mais tempo – segurando as tempestades – para que coloquemos em ordem ou para que façamos uma revisão em tudo que fazemos ou que permitimos que se faça de errado dentro de nossas casas.

O rei Ezequias ouviu do profeta Isaías o seguinte: “… Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás” (Is 38.1). A “tempestade da enfermidade” se abateu sobre o rei e só não ceifou sua vida porque ele orou com profunda humildade. O que estava em desordem na casa ou na família de Ezequias? Seu filho Manassés foi o pior e o mais abominável rei de Judá (2Rs 21.1-18). Se Ezequias tivesse morrido não teria gerado esse déspota.

Davi pecou, mas não reconheceu – racionalizou sua ação (justificou-a com palavras e ações sem fundamento). Só houve verdadeiro arrependimento quando já era tarde demais (2Sm 12.7-14), o juízo já estava a caminho. A família de Davi sofreu demorada tempestade: incesto entre Amnon e Tamar (2Sm 13.14); homicídio entre irmãos (2Sm 13.28); Absalão um dos seus filhos comete incesto com as concubinas de Davi (2Sm 16.22) etc. Davi construiu um grande reino, mas teve uma péssima família, por que foi um pai ausente e passivo.

Porque Deus não ouve a oração de muitos homens? Eles pedem, buscam, imploram, mas não recebem nada. A resposta pode estar dentro de suas casas, na intimidade conjugal, na forma desumana, carnal, e inapropriada de tratarem suas esposas (1Pe 3.7).

Deus quer reconstruir famílias, casamentos, dar filhos abençoados (2Sm 12.24), mas o seu perdão não nos livra de prováveis conseqüências.

A família sem alicerce está “solta”, instável, à mercê dos “ventos, chuvas e transbordamentos” que virão com “ímpeto” e sem piedade, na forma de adversidade e problemas. Sem estabilidade, sem um lugar firme e inabalável o casamento rui na menor das desavenças. O mundo está cheio de incertezas; as pessoas vivem amedrontadas o tempo todo, e é verdade que estamos vivendo na “era do medo”. Todavia, o lar que está alicerçado em Cristo – pela obediência inegociável da sua Palavra – não tem razões para pânico, pois como diz o salmista: “… Podemos passar por momentos difíceis, de grande tristeza, mas Ele logo nos devolve a alegria” (Sl 30.5 – BV).

Pr. Walter Bastos
prwalterbastos@hotmail.com
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