Palavra do Presidente
Autoridade e submissão.
Por ( Ivan Nunes)
Deus estabeleceu regras imutáveis.Tudo começa com Deus, lá em sua estrutura celestial, em seu reino, a partir de seu próprio trono. Existem leis que são absolutamente imutáveis, ainda que os homens as desobedeçam, pagando com suas próprias vidas por tal desatino, porém só existe uma autoridade realmente identificada, que é aquela que procede de Deus. Rm 13.1,2 “Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por Ele estabelecidas. 2 Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos.” NVI.Aqui podemos conhecer um dos princípios mais antigos revelado pelas escrituras. A autoexaltação de Lúcifer. Ez 28.13-17; Is 14.12-15 Como você caiu dos céus, ó estrela da manhã, filho da alvorada! Como foi atirado à terra, você, que derrubava as nações! 13 Você, que dizia no seu coração: Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembleia, no ponto mais elevado do monte santo. 14 Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo”. 15 Mas às profundezas do Sheol você será levado, irá ao fundo do abismo!Esta foi a exata razão que o levou a se rebelar contra Deus. Este exemplo é seguido por muitos, dentro da igreja do Senhor e principalmente fora dela. Porém, o homem só pode escolher um dos dois caminhos: O de Lúcifer ou o de Jesus. Estes dois caminhos estão intrinsecamente relacionados com o começo de tudo, o trono de Deus, contudo, os dois não terminam no mesmo lugar como se fossem linhas paralelas. Um deles terminará em humilhação e o outro em exaltação, porque em um só caminho busca-se a glória em função de si mesmo, entretanto, o outro procura o esvaziamento morrendo em uma cruz. Todos que se quebrantam e submetem-se à vontade de Deus são exaltados, mas os que querem estar onde Deus nunca os colocou serão inexoravelmente humilhados.
Lúcifer, por esta razão, foi humilhado, sendo lançado fora da morada de Deus.
Em Fl 2.5-7 “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, 6 que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; 7 mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.”Vejamos que Jesus, mesmo sendo Deus, resolve não se apegar a esta condição, porém, assume a forma de homem e se deixa humilhar até a morte. O resultado deste comportamento foi a sua plena exaltação, como Ele mesmo nos revela em Mt 28.18 “Então, Jesus aproximou-se deles e disse: Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra”.
Autoridade, muitas vezes, é exercida com intenções carnais, por muitos líderes que seguem a Lúcifer. É fácil exercer poder. Difícil é tomar a cruz. Nosso Senhor não recebeu autoridade simplesmente porque repreendeu o diabo. Ele expulsara demônios por toda a sua vida, mas só recebe toda a autoridade e vitória sobre o diabo depois que passa pela cruz.
A desobediência é pecado mesmo, e se não houver verdadeiro arrependimento e profundo quebrantamento, a desobediência sistemática termina no pecado de rebeldia que fere a autoridade do Senhor. Quando estudamos os exemplos clássicos de Saul e de Davi, acabamos entendendo com mais clareza este assunto. Saul combate segundo as instruções de Deus. 1Sm 15.7 “E Saul atacou os amalequitas por todo o caminho, desde Havilá até Sur, a leste do Egito”. Se olharmos detidamente a ordenação de Deus, Saul faz as coisas pela metade. Ele resolve unilateralmente poupar o melhor dos amalequitas e o rei Agague, ultrajando assim a palavra de Deus que dizia: 15.2-3. “Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei os amalequitas pelo que fizeram a Israel, atacando-o quando saía do Egito. 3 Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao SENHOR para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos”.Quando Saul resolve preservar o melhor segundo sua visão carnal, ele comete o pecado de rebeldia, levantando-se contra a autoridade da palavra de Deus, que é segundo o Espírito Santo, sendo por isso rejeitado. 15.23 “Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do SENHOR, Ele o rejeitou como rei”.O rei Davi, segundo o que lemos, parece que fez coisas muito mais graves e vergonhosas: Adulterou e engravidou a mulher de seu fiel soldado, tentou encobrir vilmente seu pecado, não conseguindo, manda matar cruelmente o marido traído, porém Deus não o rejeita. Aqui é que encontramos a mais clara diferença entre um e outro: Davi comete tudo isto em desobediência, mas não rebeldia. Deus havia dito: – Não adulterarás – mas com Saul era a palavra empenhada com Moisés e repetida a Josué, (Ex 17.14 e Dt 25.17,18), que não se esquecesse de cumpri-la, e quando chega a hora de fazer cumprir esta palavra que estava ligada a autoridade de Deus, Saul resolve fazer da forma que lhe apraz, por isso foi rejeitado.
Quando qualquer um de nós viola a autoridade de Deus, segue sim o princípio de Lúcifer. Ele além de questionar, viola a autoridade de Deus, não aceitando submeter-se a Deus.
Esta atitude é percebida claramente no comportamento de muitos homens de nosso tempo, que para justificarem erroneamente sua desobediência e rebeldia às autoridades por Deus constituídas usam a passagem bíblica de At 5.29 “Pedro e os outros apóstolos responderam: É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!” É evidente que sempre devemos obedecer a Deus antes de tudo, porém, Ele manda que obedeçamos às autoridades por Ele constituídas, mas quando não quero obedecer, digo: – Esta autoridade não foi constituída por Deus.
Mas bem, se entrarmos nesta discussão iremos muito longe e a proposta não é esta, mas sim que sirvamos a Deus dentro de nossas limitações, diferenças e até contrariedades, pois não somos iguais, e mesmo sem alcançarmos a uniformidade, vivamos em unidade, porque os que vivem de outra forma estão intrinsecamente ligados à palavra do apóstolo João em 1Jo 5.19b, que diz: “o mundo todo está sob o poder do maligno.” Isto quer dizer, que a maneira do mundo pensar é igual a de Lúcifer, mas infelizmente existem servos de Deus que agem desta forma: servem a Jesus obedecendo a doutrinas, mas são movidos pelo princípio de Lúcifer. Podemos até ensinar o que é correto, mas com a motivação errada. O que falamos é verdade, mas o que realmente somos lá dentro de nossos corações é reprovado por Deus.
Quando estamos pregando a palavra de Deus, estamos trazendo as pessoas que estão em rebeldia contra Deus a submeter-se à sua palavra, aprendendo a fazer a sua vontade. Mas como uma pessoa que não se submete à autoridade pode levar outros se submeterem à autoridade de Deus? Satanás não teme as nossas pregações, porém a nossa submissão inquestionável a Deus.
Na verdade a procura de nossa carne é: reino, poder e glória. Nosso Senhor Jesus disse que estas coisas pertencem a Deus e não a nós. (Mt. 6.9-13.) Aquilo que Lúcifer buscava, Jesus nos ensina a orar e confessar todos os dias.
Quando vemos Jesus no Getsêmani a clamar em oração, creio que entendemos que não era uma questão do que Ele poderia fazer para Deus, como ir para a cruz, mas se Ele se submeteria à vontade de Deus, ainda que fosse a cruz.
Muitas pessoas fazem coisas magníficas para Deus, entretanto não estão em submissão à Sua autoridade Mt. 7.21-23 “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? 23 Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!”.
Por isso meus amados, o melhor e mais precioso de tudo é obedecer. Sl 40.6 “Sacrifício e oferta não pediste, mas abristes os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não exigiste”.
Bibliografia: Curso de treinamento de líderes. Vinha editora.
