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Mãe de verdade

MãeMãe de Verdade

Por ( Marlene Nunes )

“Rispa foi mãe de verdade. Quem é Rispa? Talvez você nunca tenha ouvido falar”. (Escrito por Alfred Tenny)

Este, lendo a bíblia, ficou impressionado. Hoje algumas mães estão sendo pressionadas pela sociedade por não dar o devido valor ao lar e aos filhos. A tônica é “não se prenda ao lar”, você precisa se realizar, não seja somente esposa e mãe, sua vida é mais do que isso.

Em nossos dias, mais do que nunca, as mães precisam ouvir sobre Rispa. Algumas mães permitem que os filhos sejam criados pela televisão, desenho, Dvd ou babás.

Nada sabemos a respeito do seu nascimento, exceto que seu pai chamava-se Aiá. Era mulher formosa e atraente, caso contrário não teria sido tomada para o harém de Saul. Ele, sendo rei e homem de porte vistoso, certamente exigiria que seus servos escolhessem mulheres bonitas.Rispa teve dois filhos. Os anos se passaram e os meninos cresceram, e ela sempre terna e bonita.

A tragédia

Havia fome na terra

Isto aconteceu no reinado de Davi, ele consultou a Deus e a resposta que recebeu foi de que um pacto feito há anos tinha sido violado por Saul, ele havia caçado, matado e tentado eliminar Gibionitas. Davi os procura perguntando o que poderia fazer para eliminar o mal que Saul cometera.

“Não é com ouro nem prata, mas a questão é com a casa de Saul, queremos sete descendentes” I Samuel 21

Constrangido pela palavra, Davi entregou os sete homens aos Gibionitas, sendo dois filhos de Rispa. I Samuel 21: 8-10
Que quadro. Que desvelo. Que dedicação. Rispa encontra uma rocha ao lado dos corpos dos seus filhos e para ali transfere sua morada, pois não deseja que o lobo, o urubu ou outro animal faminto toque no cadáver dos seus filhos.

Munida de cajado, pau e pedra, lá estava Rispa, no sol, os corpos logo se ressecaram, mas lá estava Rispa, desde a ceifa em abril até às primeiras chuvas de outubro, lá estava ela.

As horas se prolongam em dias e os dias em longos meses.

Assim viveu Rispa com suas noites de insônia. Esta mãe velava por filhos que não poderiam lhe dar mais nada. Deles cuidava sem esperar um beijo, um abraço ou carinho. Mostrava sua afeição sem nenhuma esperança de recompensa.
Rispa cuidava de seus filhos não para que ganhassem medalhas de ouro, para promover a família ou por receio de um envolvimento com drogas.

Ao que parece, Rispa foi realmente mãe de verdade. Quando os filhos estavam vivos não os abandonou até que tivessem um enterro digno.

A dedicação de Rispa foi registrada para que nós, mães do século XXI, pudéssemos fazer uma boa e prolongada avaliação de nossas próprias vidas.

Deus te abençoe, mamãe, neste dia tão especial!

Com carinho, Irmã Marlene Nunes.


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